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Economia, Indústria Naval, Estaleiros, Sindnaval, Polo Naval, Sepla, Sebrae, Pronaval

Indústria naval do Amazonas lançará programa de gestão estratégica empresarial

Pronaval oferecerá consultorias especializadas, capacitação de recursos humanos e linha operacional da produção 28/09/2012 às 11:50
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Polo Naval do Amazonas começa a se organizar no Estado
acritica.com Manaus

Na próxima terça-feira (2), o Sindicato da Indústria Naval (Sindnaval) lança o Programa de Gestão Estratégica Empresarial da Indústria Naval (Pronaval), direcionado a suprir as necessidades de fortalecimento das empresas do setor, rumo a competitividade, por meo de consultorias especializadas, capacitação de recursos humanos e linha operacional da produção e setores administrativos.   

O projeto é uma parceria entre o Sindnaval, Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), Sebrae, além de empresas e instituições do Naval Offshore do Amazonas (APL).

O Pronaval será uma base tecnológica de sustentação para o ordenamento jurídico, econômico e ambiental das empresas, para que alcancem níveis de excelência exigidos pelo mercado, bem como a preparação para instalação de empreendimentos do futuro Polo da Industria Naval do Amazonas (Pinam).

Segundo o presidente do Sindnaval, Matheus Araujo, uma das principais estratégias da implantação do Polo Naval passa necessariamente pelo capital intelectual disponibilizado em um mercado onde a crescente especialização profissional é ascendente.

Por conta do boom da indústria naval brasileira, com grandes projetos do Pré-sal, de grandes empresas como a Petrobrás, Vale, EBX, do agronegócio integrado por meio de hidrovias, do transporte de carga e passageiros, o mercado está necessitando de mão de obra melhor preparada para atender demandas crescentes.

Matheus comenta que o Amazonas já está se preparando para esse deságio.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) vai realizar esse ano o vestibular de Engenharia Naval, o Cetam esta mapeando estaleiros para atender necessidades de oficinas de soldagem, o Sebrae juntamente com a Seplan e o Sindnaval estão atuando para atender as demandas existentes.

O levantamento vai evidenciar também as oportunidades de negócios para o setor e os recursos a ser disponibilizados para empresas que seguirem as abordagens do Pronaval.

Um dos grandes gargalos de projetos de macro desenvolvimento regional é o capital intelectual, explica Carlos Araújo Rocha, secretario executivo do APL Naval Offshore, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que reúne empresas e instituições locais. Um estudo de demanda foi executado e será apresentado no lançamento do Pronaval.

O levantamento vai evidenciar também as oportunidades de negócios para o setor e os recursos a ser disponibilizados para empresas que seguirem as abordagens do Pronaval.

Para a reunião de lançamento do programa foram chamados todos os estaleiros formais e também os informais, em fase de formalização. Há demandas e licitações de vários projetos de embarcações e equipamentos navais, para os quais são feitas todas exigências legais necessárias. A Fundação Muraki fará uma apresentação das necessidades básicas que uma empresa deve ter para participar de licitações.

Com o Polo Naval, uma das grandes metas é fazer um hub - consórcio de estaleiros -, na área de reparos. Essa modelagem do negócio esta sendo construída pelo Sindnaval, explica Carlos Rocha, juntamente com a Seplan e o Sebrae.

Os micro e pequenos empresários do setor são o alvo prioritário desse segmento do mercado por representarem originalmente a indústria naval presente na orla de Manaus, e que precisam adequar-se, para sobreviver, às exigências do mercado.