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Insegurança domina conjunto na zona Norte de Manaus que já foi assaltado mais de 20 vezes

Essa é a sensação dos moradores do local que investem em grades e fechaduras para garantir proteção ao patrimônio 13/08/2012 às 07:37
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Moradores do local afirmam que esperam se sentir mais tranquilos com o patrulhamento dentro das ruas do conjunto
Florêncio Mesquita Manaus

Um mês depois de registrar uma sequência de assaltos, moradores do conjunto residencial Ozias Monteiro 1, na avenida Max Teixeira, Cidade Nova 1, na Zona Norte de Manaus, ainda não se sentem seguros dentro dos próprios apartamentos. Eles vêm adotando uma série de medidas para se prevenirem de roubos e furtos.

O conjunto registrou no período de um mês, 25 roubos e furtos aos apartamentos. Em uma das ações dos assaltantes que mais chamou a atenção, todos os eletroeletrônicos e móveis do apartamento foram levados durante o dia. Os vizinhos que testemunharam o crime no bloco 9 não desconfiaram porque acreditavam que se tratava da mudança de um novo morador. O detalhe é que a vítima havia acabado de se mudar para o apartamento com móveis, TV LCD e computador e que havia comprado apenas há alguns dias.

As técnicas mais utilizadas pelos bandidos são o arrombamento das portas e quebra do miolo das fechaduras. O conjunto foi entregue pela Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) no dia 15 de junho para funcionários públicos do Estado que não possuíam casa própria e que tinham famílias com filhos. O conjunto tem 25 blocos com 32 apartamentos cada um.

A maioria dos moradores está colocando grades de ferro nas portas dos apartamentos para dificultar a ação de ladrões. Outra alternativa encontrada foi a instalação de fechaduras no portão central de acesso dos blocos de apartamentos. Com essa alternativa, cada morador recebe uma cópia da chave impedindo que pessoas estranhas entrem nos blocos.

Segundo a moradora Gilmara Mar, 37, o risco de roubos se intensifica porque os moradores não se conhecem, já que mudaram para o local há dois meses. “Mesmo quem mora no próprio bloco mal conhece seus vizinhos, que dirá de outro bloco. Se uma pessoa de outro bloco entra no nosso não dá para saber se ela é moradora mesmo. Por isso a chave para cada um é importante”, disse.

Nem todos os blocos adotaram o uso de fechaduras. Segundo Gilmara, os roubos aos apartamentos pararam desde que a polícia, por meio do programa Ronda no Bairro, passou a patrulhar as ruas do conjunto. “As viaturas passam de manhã, à tarde e a noite. Melhorou muito o clima, mas mesmo assim ficou a primeira impressão porque quase todos os blocos já tiveram apartamentos assaltados”, disse.

Entrada de estranhos sem controle
Alguns apartamentos ainda estão sendo reformados. Para uma moradora que preferiu não ter o nome revelado, isso também facilita a ação de assaltantes. Ela explica que a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab) estabeleceu que a partir da entrega, os moradores tinham que se mudar de imediato para ao apartamento, mas muitos estão vazios, ainda em obras por que foram entregues sem acabamento. “Tem muita gente estranha circulando no conjunto”, disse.

Ela mora na bloco 2 e diz que o local é o mais movimentado entre os 25 blocos por conta do escritório da construtora do conjunto onde as pessoas vão tirar dúvidas e fazer reclamações. Nele, o portão de acesso central tem fechadura e cada morador tem uma chave. No entanto, os moradores só têm o controle a partir das 18h, já que de 8h às 17h o portão fica aberto para o acesso ao escritório da construtora.

Policiamento
Segundo a moradora Raimunda Silva, 46, há um mês a polícia passou a patrulhar o conjunto durante todos os períodos do dia, mas isso só aconteceu depois de muitos vizinhos dela terem os apartamentos assaltados. “O aumento do policiamento é bom, mas ainda nos sentimos inseguros porque bandido quando quer roubar, não tem medo de ninguém, nem mesmo da polícia”, desabafou Raimunda.