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Inspeção nos aeródromos do AM dará em nada, afirma Sindicato dos Aeroviários

Para presidente da entidade, Jorge Negreiros, atividade esbarra esbarra na gestão da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)  03/03/2012 às 10:42
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Presidente do Aeródromo de Flores afirma que o lugar está regular
Milton de Oliveira Manaus

O presidente do Sindicato dos Aeroviários do Amazonas (Sindamazon), Jorge Negreiros, afirmou, nessa sexta-feira (2), que as inspeções da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apesar de sérias, não terão resultados satisfatórios, porque “quem manda na Anac são as empresas de aviação e elas são avisadas previamente”, o que significa que as fiscalizações podem “dar em nada”.

Conforme Negreiros, a ação esbarra na gestão da agência nacional.

“A inspeção é feita por técnicos muito competentes, mas o problema é que o relatório elaborado morre quando chega à administração”, destacou.

Ele disse também, que pessoas que ocupam funções superiores dentro da agência seriam os obstáculos.

“O problema é quem está acima dos técnicos”, afirmou.

Na manhã dessa sexta-feira, a reportagem de A Crítica esteve no Aeródromo de Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus, e conversou com o presidente Luiz Mário Peixoto, que voltou a afirmar que o local tem toda estrutura para a aviação.

Luiz Mário reclamou das informações difundidas pela imprensa, que, para ele, foram erradas.

“Os técnicos da Anac estiveram uma tarde aqui, fazendo inspeção porque o curso de aviação vai começar e está tudo regular”, frisou.

O aeroclube, que fica no anexo, é uma das 26 empresas instaladas no Aeródromo de Flores, segundo ele.  

Falhas na segurança
Para Jorge Negreiros, o aeródromo “até pode estar regular”, mas apresenta alguma falhas.

“Há problemas na segurança, e eles sabem. Você pode ser um ótimo profissional, mas se você não tem bons equipamentos, você não faz nada”.

Jorge Negreiro mencionou ainda que as aeronaves que decolam e pousam no aeródromo, não passam por fiscalizações.

“Há aviões que fazem todo tipo de transporte e não são inspecionados. Há também, taxis aéreos piratas e ninguém diz nada. E eles sabem disso”, finalizou.

Depois do último acidente de aviação, ocorrido na terça-feira (28), em que o piloto Antônio José Maia, único que estava na aeronave, morreu, moradores próximos do Aeródromo de Flores e parlamentares do Amazonas, defenderam a transferência do local de decolagem e pouso.

Na quinta-feira (1º), a Anac informou que começaria uma inspeção extraordinária nos 63 aeródromos do Amazonas.

Segundo a agência de aviação, o Amazonas possui 44 aeródromos públicos e 19 privados, incluindo os helipontos.