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Instalação de defensas da ponte Rio Negro é adiada por conta da cheia no Amazonas

Colocação das balsas de proteção do vão secundário da ponte Rio Negro sofrem novo atraso e o prazo é dia 30 de maio 24/04/2012 às 07:59
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Defensas são fixadas no leito por meio de ‘poitas“ colocadas por mergulhadores. É esse trabalho que está atrasado
Carolina Silva Manaus

O nível do rio Negro, com a cota acima de 28 metros, também tem afetado o processo de instalação das oito defensas do canal secundário da ponte Rio Negro. De acordo com a Secretaria de Estado da Região Metropolitana (SRMM), o prazo de conclusão do sistema de proteção de pilares teve que ser adiado para o próximo dia 30 de maio.

Por conta  da enchente, o processo de conclusão do sistema de proteção de pilares ficou comprometido, pois esse período influenciou no trabalho de lançamento de poitas (ancoragens das balsas) e que envolve atividades de mergulho. Neste caso, o aumento da profundidade dificulta o processo.

A conclusão da instalação dos  equipamentos de segurança, importantes para a proteção dos pilares da ponte contra possíveis choques de embarcações, estava previsto para o final do mês de março. Mas, segundo a SRMM, o volume de chuvas no mês de março também influenciaram no atraso.

Entretanto, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) considerou como abaixo do normal o volume de chuvas do mês passado. A Divisão de Meteorologia do Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam) prevê chuvas em abundância para os meses de maio e junho em algumas regiões do Amazonas, incluindo a capital.

Em entrevista para A CRÍTICA no início deste mês, o diretor do Erin Estaleiros Rio Negro, Carlos Custódio, também apontou o período de chuvas como motivo para o atraso do sistema de proteção de pilares. “Teve muita chuva. Isso atrapalhou muito a gente”, justificou Custódio.

Seis meses depois de ser inaugurada, a ponte Rio Negro, que liga Manaus ao Município de Iranduba (a 25 quilômetros da capital amazonense) permanece com apenas quatro defensas que protegem os pilares do canal central da ponte.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Amazonas, o período de vazante está previsto para começar a partir do do final do mês de julho.

A ponte Rio Negro foi inaugurada sem o sistema de proteção de pilares  contratado por R$ 67 milhões pelo Governo do Estado do Amazonas. Sem o sistema, a proteção está sendo feita por balsas localizadas no entorno do vão central, que tem 40 metros, e nos canais marginais, com pouco mais de 20 metros. O contrato com o estaleiro Erin começou a valer no dia 11 de março de 2011.