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Manaus
Discussão

Instalação do Uber é ‘afronta’ diz presidente da CMM, Wilker Barreto

Presidente da CMM criticou início das atividades da nova modalidade de transporte sem regulamentação 18/04/2017 às 14:27
Show thiago correa
Presidente da CMM Wilker Barreto aguarda aprovação do projeto pelo Congresso. (Foto: Tiago Correa/CMM)
Geizyara Brandão Manaus

Parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM) voltaram a discutir, ontem, sobre a operação do aplicativo de transporte de pessoas por meio de carros particulares depois da “caçada” a Ubers do último final de semana em que a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) apreendeu alguns veículos. Desde fevereiro os vereadores traçam manobras para a regulamentação da atividade na capital amazonense.

O vereador Professor Fransuá (PV) propôs o projeto de lei (PL) 017/2017 que "autoriza o uso do sistema viário urbano municipal para a exploração da atividade econômica privada de transporte individual de passageiros por intermédio de plataforma digital” que já está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). 

De acordo com o vereador, o PL foi apenas o passo inicial. “O que se vê é uma tentativa de barrar qualquer iniciativa visando à regulamentação por parte de alguns vereadores que defendem classes. O importante de um representante popular é defender os interesses da população como um todo”, disse.

Fransuá conta que já solicitou explicações para saber em que lei a SMTU está pautada para as apreensões e a fiscalização dos motoristas do Uber. “Aquilo que não está regulamentado, não é ilegal, o que nós devemos fazer é regulamentar, mas não é um serviço ilegal”, afirmou.

Para o presidente da Casa Legislativa, Wilker Barreto (PHS), a instalação do Uber em Manaus foi realizada de forma afrontosa, uma vez que não procurou a prefeitura e a CMM antes de se estabelecer na cidade.