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Instituição que cuida de crianças abandonadas e com deficiência em Manaus recebe doação de 1,5t de alimentos

Funcionários de uma empresa de Manaus arrecadaram os donativos durante uma semana, para doar ao abrigo Moacyr Alves 29/06/2012 às 06:57
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Os donativos ainda serão arrecadados até esta sexta (29), quando acontece um arraial na empresa
Milton de Oliveira Manaus

A organização não governamental (ONG) Abrigo Moacyr Alves, localizada na Zona Centro Oeste de Manaus, recebeu, na manhã desta quinta-feira (28), 1,5 tonelada de alimentos não perecíveis, doados para 54 crianças portadoras de deficiência e vítimas de abandono, que foram acolhidas pela instituição e recebem tratamento no local.

Os mantimentos foram arrecadados por funcionários da Matsuba do Brasil, durante a 6ª Semana Integrada de Qualidade, Meio Ambiente e Segurança. A arrecadação será concluída hoje, em festa junina da empresa de componentes para motos.

Conforme a assistente social ONG, a maior parte das crianças do abrigo Moacyr Alves tem família, mas sofreu maus tratos e esteve em situação de risco. “Muitas foram encontradas em situação de abandono dentro de casa, porque os pais saíam e as deixavam”, contou.

Ainda de acordo com a profissional, outros casos foram identificados a partir de denúncias. “Depois que encontramos a criança, realizamos um estudo social, a trazemos para o abrigo e incluímos no processo de adoção, quando possível”, falou.

As crianças portadoras de deficiências ainda contam com a assistência de fonoaudiólogos, psicólogos, dentistas, pediatras e profissionais da área de saúde.

Criadas no abrigo
Para a coordenadora de eventos do abrigo, Corina Amaral, muitas crianças são abandonadas devido a problemas financeiros. “Algumas famílias que trazem as crianças à instituição choram e, depois, dão endereços que não existem. Quando vamos procurar essas famílias, descobrimos que o endereço é falso. Então, as crianças crescem aqui”, disse.

Ao longo de 30 anos de funcionamento do abrigo, muitas crianças atingiram a idade adulta. “Aqui temos pessoas de 0 a 44 anos e 74 funcionários que estão divididos em quatro plantões”, contou Corina.

A ONG tem parceria com os conselhos tutelares, o Juizado da Infância e Juventude Cível (JIJ), e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped). As crianças estudam na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e em escolas municipais”, uma das formas de inserção social delas.

Censo
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, 12,7 milhões de pessoas declararam possuir, pelo menos, uma deficiência no País, representando 6,7% da população.

Educação
Quando o assunto é educação, apenas entre 20% a 30% das crianças com deficiências estão matriculadas na escola, sendo a baixa frequência escolar delas a consequência da falta de transporte e da escassez de professores treinados.