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Investigação sobre o 'trabalho' da prefeitura de Manaus e Consladel está próxima de encerrar

Caocrimo está fazendo uma verdadeira varredura na cidade para saber se empresa cumpre contrato 14/07/2012 às 18:19
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Fixação de placas, como está posta em local errado, é parte do contrato entre a Consladel e a Prefeitura de Manaus
Florêncio Mesquita Manaus

O Ministério Público Estadual (MPE) está fazendo uma varredura nas ruas de Manaus para apurar se o que consta no contrato de R$ 90 milhões entre a Prefeitura de Manaus e a empresa Consladel foi de fato realizado. O trabalho in loco está sendo feito pelo Centro de Apoio Operacional de Inteligência, Investigação e Combate ao Crime Organizado (Caocrimo) do MPE há três semanas e será concluído nos próximos dias.

A previsão é do promotor e titular do Caocrimo, Fábio Monteiro. Apesar de não ter como precisar a data, Monteiro estima que a conclusão total da investigação deve ocorrer até o final do mês. A investigação começou em março deste ano depois que a Consladel foi acusada de fazer parte de um esquema de corrupção envolvendo prefeituras em reportagem de A CRÍTICA e depois no programa ‘Fantástico’, da Rede Globo.

Depois que a polêmica chegou ao conhecimento público, vereadores da base de oposição da Câmara Municipal de Manaus (CMM) exigiram explicações da prefeitura sobre o contrato e atividades realizadas pela Consladel. No entanto, a CPI nem chegou a ser implantada.

De acordo com Monteiro, os agentes do Caocrimo estão conferindo todos os compromissos que Consladel deve cumprir com o município, bem como, e instalação de equipamentos na cidade. Entre os alvos da fiscalização, estão faixas de pedestres, serviços de monitoramento de vias, além dos radares eletrônicos.

As diligências ocorrem para checar, por exemplo, onde as faixas de pedestres foram pintadas, se foram pintadas e quando isso ocorreu, além do valor gasta com o equipamento.

O trabalho de campo fecha a fase final de investigação que só foi possível depois que o MPE conseguiu o contrato.

Monteiro conta que uma das dificuldades foi justamente fazer com que o contrato chegasse ao Caocrimo. Apesar dos pedidos, o próprio MPE precisou ir até o escritório da empresa em Manaus para obter o documento. Somente depois da análise dos dados do documento que o Caocrimo foi para as ruas.

Antes do trabalho in loco, o Caocrimo ouviu as pessoas que poderiam prestar esclarecimentos sobre o assunto.

‘Corujinhas’ são a parte mais visível
A Consladel  é responsável pelos  “corujinhas” de Manaus e de outras cidades. Aqui, ela gerencia lombadas eletrônicas, dispositivos que detectam avanço de sinal, sinalização vertical e horizontal, além de placas de orientação turística e semáforos.