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Manaus
Cotidiano, Missa, Caso Belota, Jimmy Robert de Queiroz Brito

Irmã de suspeito de matar a família desabafa durante missa

Em prantos Jamille Brito-Merbach lembrou com carinho do pai, da tia e da prima, além de salientar que os três perdoariam o seu irmão, Jimmy Robert por ter arquitetado as suas mortes 27/01/2013 às 17:58
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Jamille é conforatada pelo ex-marido da tia e pai da prima Gabriela, coronel CB Mário Jorge Belota
Síntia Maciel e Luana Gomes Manaus

Uma missa de saudade foi celebrada neste domingo (27), na igreja Nossa Senhora das Graças, no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul de Manaus, em homenagem ao empresário Roberval Roberto de Brito, 63; a coordenadora-geral de Comércio Exterior, da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Maria Gracilene Roberto Belota, 59; e a acadêmica de Odontologia Gabriela Roberto Belota, 26.

Em meio às orações de familiares e amigos, além de uma homenagem feita à universitária, pelos colegas de curso, Jamille Brito-Merbarch – filha de Roberval e sobrinha de Maria Gracilene -, falou em público pela primeira vez após o assassinato do pai, da tia e da prima, e da prisão do irmão, o publicitário Jimmy Robert Queiroz de Brito, 33, que conforme as investigações policiais o identificaram como mentor do triplo homicídio.

Bastante emocionada, Jamille lembrou duas perdas anteriores, de membros da família, referindo-se a morte da avó, ocorrida há dois anos, e da mãe, vítima de câncer, há pouco mais de oito meses.

Durante os seis meses em que esteve no Brasil cuidando da mãe, Jamille ficou hospedada na casa da tia Gracilene, a quem classificou como uma segunda mãe, e a prima Gabriela, como uma irmã.

"Meu irmão vai pagar por tudo o que ele fez, na Justiça dos homens. Na Justiça de Deus, eu espero que Ele o perdoe, pois o meu pai, a minha tia e a minha prima o perdoariam por tudo”, desabafou Jamille que também destacou que os três familiares não mereciam ter morrido da forma como aconteceu.

O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, também esteve presente à cerimônia religiosa, e ressaltou que apesar de conhecer Maria Gracilene há pouco mais de um ano - período em que ele está à frente da autarquia -, a funcionária era uma pessoa de coração bom, além de oferecer palavras de conforto aos familiares e amigos das vítimas.

"Que a dor que fica torne-se força, para superar este momento tão difícil", disse.