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Manaus
DECISÃO DOS RÉUS

‘João Branco’ e outros três réus ficam em silêncio durante julgamento do caso Oscar

“João Branco”, "Marcos Pará”, Messias Maia Sodré e Diego Bruno de Souza Moldes são acusados de estarem envolvidos na morte do delegado Oscar Cardoso 13/04/2018 às 18:55 - Atualizado em 13/04/2018 às 20:58
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João Pinto Carioca, conhecido como "João Branco", participou do julgamento por videoconferência. Foto: Arquivo/AC
Vitor Gavirati e Amanda Guimarães Manaus (AM)

O traficante João Pinto Carioca, conhecido como "João Branco", e os outros três réus do caso Oscar Cardoso que estão sendo julgados nesta sexta-feira (13), no Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus, usaram o direito de permanecer em silêncio durante o julgamento. Com a decisão, a expectativa é de que a sentença deva sair nas primeiras horas deste sábado (14), de acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

João Branco, Marcos Roberto Miranda da Silva (“Marcos Pará”), Messias Maia Sodré e Diego Bruno de Souza Moldes são acusados de estarem envolvidos na morte do delegado Oscar Cardoso, assassinado com mais de 20 tiros no dia 9 de março de 2014, em frente à casa dele, na rua Negreiros Ferreira, bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus.

No final da tarde, com o silêncio dos réus e a dispensa de quatro das seis testemunhas que seriam interrogadas no julgamento, foi iniciado o debate, que deve durar cerca de sete horas.

Durante o debate, acusação e defesa sustentam suas versões do fato para os jurados, explicando o porquê das teses.

O delegado da Polícia Civil do Amazonas Paulo Martins, ex-titular da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), e que comandou as investigações sobre o assassinato de Oscar Cardoso, afirmou que os réus estão sim envolvidos no assassinato.

Problema na Internet

Um problema de conexão na Internet foi registrado durante o julgamento nesta sexta. Por algumas vezes, João Branco, que participa do julgamento por videoconferência por estar preso no presídio federal de Catanduvas, no Paraná, afirmou que não estava ouvindo o que estava sendo discutido no plenário do Fórum Henoch Reis. O juiz que preside a sessão precisou repetir o que tinha sido relatado.

Delegado assassinado

O delegado Oscar Cardoso foi assassinado com mais de 20 tiros no dia 9 de março de 2014 em frente à casa dele, na rua Negreiros Ferreira, bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus. A vítima estava em via pública, com o neto no colo, um menino que na época tinha 1 ano e seis meses de idade, quando foi surpreendido pelos atiradores, que desceram de vários veículos.

Os acusados

O principal réu no caso é João Pinto Carioca, o João Branco, líder da FDN e acusado de ser o mentor do crime. Segundo a acusação, no dia do crime João Branco saiu do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde estava preso, só para matar Oscar, e depois retornou. Os outros réus são Marcos Pará, que participou como atirador no crime; Messias Sodré, quem dirigiu o veículo usado pelos atiradores e que, segundo testemunhas, também atirou no delegado; e Diego Bruno, que ajudou na fuga após o assassinato.

Condenado

Outro réu no caso, Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, foi condenado na primeira sessão do julgamento ocorrido em agosto do ano passado. Ele, acusado de fornecer o veículo usado no crime, pegou 5 anos, 6 meses e 15 dias de pena por associação criminosa e ocultação de bem ilícito. Como já tinha ficado preso por três anos, o restante da pena foi colocado em regime aberto.

Motivo do crime

Segundo investigações da Polícia Civil do Amazonas feitas na época da morte do delegado, a motivação do assassinato dele seria um suposto envolvimento de Oscar Cardoso no sequestro e estupro da esposa do narcotraficante João Pinto Carioca, o João Branco, um dos líderes da facção criminosa Família do Norte. Segundo a acusação, João Branco deu a ordem para matar Oscar como vingança pelo o que o delegado teria com a esposa dele.

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