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José Melo, vice de Omar Aziz, sonha em ser governador em 2014

Ele afirma que chegou a vez dele de concorrer e conquistar o cargo. E que, nos próximos dias, irá procurar a direção do PMDB, em Brasília, para acertar sua saída amigável da legenda 17/03/2013 às 09:12
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O vice-governador José Melo
Kleiton Renzo Manaus

Vice de Omar Aziz graças à decisão do  ex-governador Eduardo Braga (PMDB), José Melo, hoje,  anuncia que o sonho dele, em 2014, é ser eleito governador do Amazonas, mesmo que para isso tenha que disputar o posto com o antigo chefe e mentor. Principal operador da máquina do Estado nos municípios do interior, Melo diz que está há 30 anos se preparando para assumir o Governo Estadual. Afirma que chegou a vez dele de concorrer e conquistar o cargo. E que, nos próximos dias, irá procurar a direção do PMDB, em Brasília, para acertar sua saída amigável da legenda. No Amazonas, a sigla é comandada por Braga, que é líder do Governo Federal no Senado. A seguir trechos da entrevista.

O que falta para o senhor voltar ao PRP?

Veja bem. O PRP foi o partido que eu ajudei a criar e a consolidar. Levei muitos dos meus amigos para o PRP. Quando ficou definido que eu seria o candidato a vice do Omar, ficou também definido que essa candidatura teria que sair do PMDB, e eu vim para o PMDB e fui candidato. Mas o partido da minha alma e do meu coração continua sendo o PRP. Quando eu vim para o PMDB, o partido saiu da minha área de influencia e foi para a área de influência do Amazonino. Agora eu tenho a esperança de trazer o partido de novo pra minha área de atuação. Porque é o partido que eu gosto. Grandes amigos políticos estão lá.

E quando terá uma conversa com o PMDB para uma saída amigável?

Não vejo nenhum problema. O PMDB é um partido nacional enorme, poderoso e grande. O PMDB sabe da minha contribuição para o Estado, da minha contribuição ao partido. E eles não irão por nenhuma dificuldade com toda certeza. Mas eu não quero sair do PMDB pela porta dos fundos, quero sair pela porta da frente. Devo ir à Brasília nos próximos dias conversar com a direção do partido e com o senador Eduardo Braga. Se não for nessa, será na próxima semana, exatamente para sair pela porta da frente.

O  senador Eduardo Braga vai colocar algum obstáculo para sua saída do PMDB?

Ainda não conversei com ele sobre isso. Mas eu não acredito que ele venha a objetar. O Eduardo é um democrata. Ele não vai me colocar uma camisa de força. Com toda certeza.

O senhor será candidato a governador em 2014?

Vamos separar as coisas para não cometer nenhum deslize jurídico. As candidaturas serão postas no momento certo das convenções. No entanto a lei me permite falar das minhas intenções, que é o que irei falar agora. Se você perguntar de qualquer conselheiro do Tribunal de Contas se eles querem presidir a corte, é claro que eles querem. Agora mesmo nós vimos muitos deputados querendo ser presidente da Assembleia Legislativa. Então, os seres humanos querem subir e muita gente sonha em ser governador do Estado e eu sou um deles. Eu sonho. Eu me preparei para isso. Há trinta anos que estou no serviço público. Então, por essa experiência toda eu me imagino preparado para um enfrentamento dessa natureza. Esse é um lado. De outro, também reivindico a minha vez, porque já foi a vez de muita gente, que como eu pelejaram desde lá de trás e tiveram a chance de ser governador, muitos com mais de uma chance, e eu não tive nenhuma chance.

O senhor já dormiu pré-candidato a vice-governador em 2002 e acordou no dia seguinte fora da eleição.

É verdade. É verdade.

Desta vez, não existe esse receio?

As circunstâncias são outras. Primeiro que naquela altura que dormi candidato e no dia seguinte eu não fui mais candidato, é que o Amazonino tinha comigo muitos créditos. Como te disse ele me lançou e deu as oportunidades que tive. Então, aquele desconforto que teve na minha vida eu absorvi, porque o Amazonino era o detentor de muitos créditos. Segundo, hoje isso é totalmente diferente. Eu não tenho na minha vida hoje ninguém que tenha créditos comigo. Eu tenho com Omar nessa relação. E qualquer um que queira ser governador tem que passar pelas mãos dele. Omar será o grande eleitor desse processo político futuro.

E todas essas pessoas que orbitam em torno do senhor?

São pessoas que temos uma relação, mas não de débito e crédito. É uma relação de participação e trabalho em conjunto. Não existe de minha parte débito com ninguém. Como não existem débitos para comigo. Se Deus permitir que essa estrada seja palmilhada, eu quero pavimentar essa estrada por conta do meu trabalho e experiência. E não pelo fato de dever favor ali ou aqui. não poderia ser dessa forma.

Com 66 anos o senhor enfrentaria uma campanha para o governo?

Ah sim. Eu tenho saúde de ferro. Eu chego às 7h30 aqui na sede do governo e saio 20h ou 21h da noite todo dia. Sábado de manhã eu trabalho. Pego avião dia sim, dia não e vou para o interior. Todo ano faço meu check-up. Não bebo, não fumo e faço minha esteira todo dia.

Com base na última campanha o senhor vê na deputada Rebecca Garcia uma forte concorrente  em 2014?

Eu enxergo não só na Rebecca, mas vejo isso no Eduardo. No Átila Lins, no Silas Câmara. Temos o Artur Neto.

Mas o prefeito jura que vai terminar o mandato.

Mas você perguntou onde eu enxergo as pessoas com envergadura política forte. E a Rebecca é uma dessas pessoas. Nossa companheira de trabalho. Vejo um futuro extremamente forte para ela, que é jovem e vai aprender muito aqui. Ela tem muito que aprender. Como te disse, eu tenho 30 anos de aprendizado, e ainda acho que não sei nada e estou aprendendo. Não só ela. O Átila que tem sete mandatos. O Silas que tem uma envergadura muito forte. Os outros deputados federais bem votados. Temos um leque enorme que se tiverem apoio e bem trabalhos se tornam candidatos fortíssimos.

Hoje, o senhor almoçou com o ex-prefeito de Nova Olinda e com o candidato derrotado na eleição de Coari. Como é trabalhar com tantos aliados no governo, que nos municípios não adversários?

O Omar conseguiu a mágica de unir os adversários políticos na campanha dele. Na nossa campanha. Colocou no mesmo palanque adversários ferrenhos. E de lá pra cá nós inauguramos uma era diferenciada na política onde recebemos todos e tratamos com o maior respeito, mesmo aqueles que foram nossos adversários políticos.

Ano passado, o governador falou que iria ao interior este ano. Quando os senhores começam as viagens?

Antecipou o período de chuva e não adianta ir ao interior com o dia todo chovendo. Não se consegue trabalhar. Então trouxemos os prefeitos e vereadores aqui para estabelecermos os investimentos que faremos nos municípios e a partir do dia 15 ou 20 de abril o governador inicia as viagens.