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Juíza de Manacapuru terá segurança ampliada após tentativa de intimidação

A juíza foi vítima de uma tentativa de intimidação, na madrugada de hoje, na orla de Manacapuru, a qual resultou na prisão de cinco pessoas 01/10/2012 às 11:53
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A juíza prestou depoimento na delegacia de Manacapuru ainda na madrugada
Ana Carolina Barbosa Manaus

A juíza da 6ª Zona Eleitoral, em Manacapuru (a 69 quilômetros de Manaus), Rosália Guimarães Sarmento, deve ter mais duas equipes da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) à sua disposição na localidade, a partir da próxima semana, totalizando quatro equipes, informou a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). A ampliação da segurança ocorreu em razão da tentativa de intimidação sofrida por ela, na madrugada deste domingo (30/09), na orla da cidade, por cinco homens, os quais foram presos no local.

Segundo depoimento da juíza à Polícia Civil, após cumprir diligência no município, na qual flagrou um barco com pessoas que, segundo ela suspeita, sejam cabos eleitorais do candidato à Prefeitura de Manacapuru, Washington Régis (PMDB), e cuja denúncia foi feita pelo adversário político Ângelus Figueira (PV) – atual prefeito -, seguiu para lanchar na orla da cidade, acompanhada de policiais militares que fazem sua segurança, além do segurança pessoal, policial militar Francisco Mesquisa, e outras duas pessoas.

Na ocasião, a equipe de policiais pediu para se ausentar para jantar e, após a liberação, um grupo se aproximou e cercou a juíza em uma ação de intimidação. O segurança particular, o qual estava armado, sacou um revólver e o apontou para baixo, para tentar dispersar o grupo, enquanto Rosália Sarmento se abaixava dentro de um quiosque para se proteger.

Na ocasião, ela alertou a polícia, que seguiu para o local e efetuou a prisão do grupo, o qual se encontra na Delegacia do município. Entre eles, afirma a juíza em depoimento, está um policial militar de Manaus em estágio probatório, “que não se sabe por qual estava aqui em Manacapuru a serviço da coligação do candidato (Washington) Régis, desenvolvendo o que alguns chamam de segurança pessoal e eu chamo de ato criminoso”, disse Rosália.

Após o episódio, ela pediu ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), desembargador Flávio Pascarelli, que aumentasse sua segurança, de modo a ter ao seu lado, 24 horas por dia, policiais a acompanhando. A juíza também passou a usar colete balístico e garantiu que, mesmo após a atitude hostil, não deixará de cumprir seu papel durante o período eleitoral na localidade.

“Não pretendo esmorecer na fiscalização constante que venho levando a feito para coibir ilícitos eleitorais na 6ª Zona Eleitoral, porque é justamente esse o meu papel como juíza eleitoral”, frisou.

Apuração

O comando da Polícia Militar do Amazonas afirma que já abriu procedimento administrativo para apurar a participação do policial militar no caso.

“O comando não tolerará desvio de conduta de policiais militares no pleito eleitoral na capital e no interior”, finalizou.