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'Julinho' prometeu matar outros taxistas em Manaus

Ex-taxista é responsável pelo assassinato  de três colegas da praça. Após matar nesta quarta (25), ele ainda avisou: “Vou matar outros” 26/07/2012 às 08:19
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Durante o dia de quarta (25), polícia saiu em busca de pistas que pudessem levar ao paradeiro Julison Correa Carvalho, o “Julinho”, que confessou o crime via rádio
Joana Queiroz Manaus

“Acabei de matar um taxista e ainda vou matar outros”. Esse foi o aviso que o assassino Julison Correa Carvalho, o “Julinho”, fez aos ex-colegas de profissão via rádio, depois de ter assassinado com um tiro na nuca, o taxista José Vieira dos Santos, 57, conhecido como “Baiano”. O crime aconteceu na madrugada desta quarta-feira (25) na rua Nova do bairro de Educandos, Zona Sul. Depois, usando o carro da vítima, um Siena de placa NOJ 7998, Julinho fez dois assaltos a postos de gasolina. O delegado da Força-Tarefa responsável em investigar os casos, George Gomes de Oliveira, classificou o suspeito como psicopata.

A categoria considera Julinho um serial killer por conta do modus operandi de execução que segue o mesmo ritual: durante o percurso da corrida, ele conversa com as vítimas e quando está próximo de chegar ao destino, anuncia o assalto. Quando a vítima reage, ele mata, joga o corpo e foge com o veículo.

De acordo como delegado Gomes, Julinho foi identificado cinco horas depois do crime por  meio de imagens feitas no Posto Netão, no conjunto Cidade Nova, onde ele foi filmado durante o assalto que fez usando o carro de Baiano. Ele foi reconhecido por funcionários de uma empresa de limpeza pública que viram a morte de Baiano.

‘Vingança’
Em 2005, Julinho foi preso por ter assaltado o taxista Manuel Nunes Costa. Ele pegou o táxi na alameda Cosme Ferreira e pediu que a vítima o levasse ao bairro Santa Luzia, Zona Sul. Chegando ao local, ele anunciou o assalto ameaçando de morte o motorista. “Eu disse que daria o que ele quisesse, mas que me deixasse vivo”, contou o taxista.

Segundo o que foi levantado pela polícia, Julinho é ex-taxista e em 2009 assassinou a primeira vítima, que trabalhava na rádio taxi Golfinho. Ele chegou a ser preso e foi condenado. Quando cumpria pena, prometeu se vingar dos ex-colegas, assim que ganhasse liberdade.

No dia 22 de janeiro de 2010, ele assaltou Marcelo Cândido Lopes, que o pegou na avenida Rodrigo Otávio, Japiim, Zona Sul, rumo à rua Nova no bairro da Raiz, Zona Leste. Ao chegar ao local, ele pagou a corrida com uma nota de R$ 50 e no momento de receber o troco, anunciou o assalto. A vítima disse que pediu clemência e foi deixada pelo ladrão, que levou o carro. Julinho é acusado pelos ex-colegas de, no dia 24 de maio, ter esfaqueado no tórax, o taxista Francisco Cezar Oliveira Pereira, 39, que morreu três dias depois no hospital de pronto socorro Dr. João Lúcio. O crime aconteceu no conjunto Ouro Verde, Zona Leste.

Vítima lutou antes de ser executado
O taxista da Solimões Rádio taxi, José Vieira dos Santos, 57, o “Baiano” foi assassinado com um tiro na nuca por volta de 2h20 de quarta (25), na rua Nova, no Educandos, Zona Sul. Ele é o 8º taxista vítima de latrocínio este ano. 

Os colegas da vítima contaram que Julinho apanhou o taxi de Baiano na avenida Mário Ypiranga (antiga Recife), e pediu para que este o levasse ao Educandos e que os dois chegaram a travar luta corporal. Julinho tentava fazer Baiano entrar no porta malas do carro. Ele resistiu a recebeu um tiro na cabeça.

Testemunhas contaram que viram Julinho jogando o corpo do taxista na rua.

“Ele quer se vingar de todos nós porque tentaram linchá-lo em 2009, quando ele tentou roubar um taxista da Golfinho”, disse Roberto Souza, taxista.

Assaltos
Após ter assassinado Baiano, Julinho usou o taxi da vítima e assaltou o posto São Lucas, no complexo viário Gilberto Mestrinho, Coroado, Zona Leste, onde roubou a arma do segurança Jamilson da Silva Dias, 28, que foi levado para o hospital e pronto socorro Dr. João Lúcio e liberado na manhã desta quarta (25). Em seguida o ex-taxista assaltou o auto-posto Netão, na Cidade Nova, Zona Norte, de onde levou uma quantia de dinheiro não revelada.