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Justiça concede a Sinetram liminar proibindo "catraca livre" em Manaus

Rodoviários prometem liberar as catracas, amanhã, causando prejuízos aos empresários que atuam no sistema de transporte coletivo em Manaus 16/04/2012 às 22:19
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Rodoviários denunciaram que foram impedidos de sair das garagens para trabalhar no dia da paralisação
Ana Carolina Barbosa Manaus

A Justiça Estadual concedeu ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), há poucos minutos,  liminar proibindo que a categoria dos rodoviários realize, amanhã, o movimento denominado "catraca livre" na capital. No último dia 10, os trabalhadores do sistema deflagraram uma greve ilegal que deixou cerca de 500 mil pessoas sem transporte em Manaus.

Agora, impedidos pela Justiça do Trabalho de realizarem nova greve sob pena de pagarem multa diária de R$ 50 mil, eles apelariam para a liberação das catracas à população, causando prejuízo às empresas que atuam no sistema de transporte coletivo convencional.

Segundo o assessor jurídico da entidade, Fernando Borges, com a decisão, uma equipe irá às garagens das empresas que detêm o serviço de transporte coletivo convencional da capital, para informar sobre a liminar. São oito no total (duas no Lírio do Vale, uma na avenida Danilo Areosa – Bola da Suframa -, Cidade Nova, avenida Autaz Mirin – Grande Circular -, Coroado e outras duas na Compensa. O pedido de liminar também solicita a aplicação de multa no caso de descumprimento da decisão.

A greve realizada no último dia 10 deixou 500 mil usuários sem transporte coletivo em Manaus e foi considerada ilegal pela Justiça do Trabalho, já que paralisou 95% da frota da capital.

Em 2007, um movimento parecido se estabeleceu na cidade, deixando a população sem transporte coletivo durante duas greves e, em seguida, liberando a catraca para que os usuários utilizassem o serviço de graça e os proprietários das empresas tivessem prejuízo financeiro. À época, as reivindicações também eram trabalhistas, como hoje, e o movimento foi encabeçado pelo então presidente do Sindicato Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Amazonas, Josildo Oliveira, que hoje tenta retornar ao cargo.

As principais reivindicações da categoria atualmente são: regularização de direitos trabalhistas como INSS, FGTS, banco de horas, plano de saúde. Eles denunciam, ainda, que sofrem assédio moral nas empresas. O acrítica.com tentou contato com o presidente da Comissão de Negociação dos trabalhadores rodoviários, William Enoch, bem como com a presidência do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, mas não obteve sucesso.