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Manaus
PRISÃO PREVENTIVA

Justiça nega pedido de revogação da prisão preventiva do delegado Gustavo Sotero

No despacho, juíza Mirza Telma explica que a substituição da prisão por medidas cautelares é incabível tendo em vista a garantia da ordem pública e a gravidade da conduta dele 21/04/2018 às 07:53
Show sotero
Foto: Reprodução/Internet
Joana Queiroz Manaus (AM)

A juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma de Oliveira, negou o pedido de revogação da prisão preventiva em favor do delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero, que está preso desde o dia 25 de novembro do ano passado, após assassinar o advogado Wilson Justo Filho e ferir a esposa dele, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza. O crime aconteceu depois de uma briga na casa de shows Porão do Alemão, na Zona Oeste.

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) também apresentou parecer desfavorável ao pedido da defesa. O despacho foi assinado pelo promotor  Armando Gurgel. Sotero foi denunciado por homicídio qualificado, praticado por motivação fútil, dificultando a defesa do ofendido e perigo comum.

Em seu despacho, Mirza Telma explica que a substituição da prisão pelas medidas cautelares é incabível, tendo em vista a garantia da ordem pública em razão da periculosidade social do acusado e a gravidade da conduta dele.

No pedido de revogação da prisão, os advogados do delegado alegam que não há mais razão para a manutenção da prisão preventiva; que Sotero possui condições favoráveis para ser colocado em liberdade, pois é pessoa íntegra, pai de família e primário; possui bons antecedentes, emprego lícito e moradia fixa e não apresenta perigo para a instrução do processo.

Contra soltura

O promotor de Justiça  Armando Gurgel entende que persistem os motivos que levaram a decretação da prisão. “A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver provada existência do crime e indício suficiente de autoria", justificou ele, ao se manifestar contrário à soltura do delegado.

Repercussão

Para o promotor, o juiz decretou a prisão preventiva do delegado Gustavo Sotero em razão da materialidade dos crimes estar devidamente demonstrada nos autos, além da ampla divulgação na imprensa local. “Inicialmente, devo ponderar que os crimes perpetrados pelo acusado tiveram ampla divulgação na mídia local e, em redes sociais, tratando-se de episódio de grande repercussão social envolvendo o acusado”, escreveu o promotor de Justiça.

O promotor destacou que Sotero é delegado de Polícia Civil do Estado do Amazonas  e que a conduta praticada por ele é totalmente incompatível com o cargo que exercia.

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