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Cotidiano,Reintegração de Posse,Quarto de Milha,TJAM

Justiça suspende reintegração de posse de cavalo Quarto de Milha, em Manaus

De acordo com o fiel depositário do animal, Rodolfo Cabral, o cavalo, ao contrário do que foi alegado à Justiça se encontra sob os cuidados adequados   23/07/2012 às 17:15
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Alvo de disputa judicial, o quarto de milha Foreign Affair, é um dos poucos exemplares no Amazonas
acritica.com Manaus

A disputa judicial envolvendo o cavalo “Foreign Affair” – da raça Quarto de Milha -, deverá se arrastar por algum tempo na Justiça do Amazonas, após o Juízo da 9ª Vara Cível de Manaus, ter requerido a devolução do mandado de reintegração do animal, que deveria ter sido executada na última quarta-feira (18), em favor de Carlos Alberto Lemos de Almeida, 48, o “Cacá”.

De acordo com o advogado e fiel depositário do Quarto de Milha, Rodolfo Paulo Cabral, o cavalo, ao contrário do que foi exposto à 1ª Câmara Cível – quando houve o despacho da reintegração de posse -, não se encontra sob riscos e sem enfermidades, estando em um haras com infraestrutura, além de receber o acompanhamento técnico e veterinário adequado.    

“O que houve foi uma indução da Justiça ao erro”, informa Cabral, que também cria cavalos há aproximadamente 10 anos.

De acordo com ele, o laudo de vistoria do haras – devidamente assinado por veterinário responsável -, fotos das estruturas e dos animais, foram apresentado ao juízo da 1ª Câmara Cível, demonstrando que o Quarto de Milha não estaria correndo riscos.

Contenda
A disputa pelo “Foreign Affair”, conforme as explicações de Rodolfo tiveram início em abril de 2010, ocasião em que “Cacá”, adqiuriu o animal em Sorocaba (SP), do negociador de cavalos Evanildo Garção de Campos, o “Cowboy”, pelo preço de R$ 25 mil, a ser pago no prazo máximo de 60 dias, além de um outro exemplar da mesma raça, o “First for Me”. Ambos seriam vendidos em Manaus.

Entretanto, segundo Cabral, decorrido o prazo para pagamento do Foreign Affair, o mesmo não teria sido efetuado. Após algumas tentativas de cobrança via telefone, Evanildo decidiu entrar com uma ação na Justiça, de busca e apreensão contra Cacá.

Ainda segundo o advogado, durante as audiências do processo de nº 0227455-82.2011.8.04.0001, em tramite na 9ª Vara Cível de Manaus, o Juízo teria se convencido de que “Cacá” estava em atraso com o pagamento do animal, concedendo a liminar de busca e apreensão em favor de Evanildo, que nomeou Rodolfo Cabral como fiel depositário.

Inconformado com a decisão de primeira instância, Cacá recorreu por meio do Agravo de Instrumento de nº 0000481-58.2012.8.04.0000 para segunda instância –1ª Câmara Cível -, alegando que o fiel depositário do Quarto de Milha, não tinha condições de cuidar do animal.