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Líder da CPI da Água em Manaus desabafa, e diz que falta apoio da presidência

Leonel Feitoza critica falta de apoio por parte da direção da Câmara e afirma que as visitas aos bairros foram inócuas 02/08/2012 às 09:01
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Vereador Leonel Feitoza foi relator da CPI da Água de 2005 e hoje preside a comissão que deve encerrar as atividades dia 22
MARIANA LIMA Manaus

Após cinco meses de atividades, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Água, vereador Leonel Feitoza (PSD), afirmou, nessa quarta-feira (2), que “em momento algum a presidência da Câmara forneceu estrutura para o funcionamento da CPI”. O parlamentar disse que os funcionários da CMM, vereadores e os técnicos contratados para atuar na CPI não receberam pelos serviços prestados e que o requerimento que serviu de base para constituir a comissão limitou a ação dos vereadores no processo de investigações.

A CPI foi instalada no dia 14 de março deste ano para investigar o descumprimento de metas no contrato firmado entre a Prefeitura de Manaus e a Águas do Amazonas. O presidente da CMM, vereador Isaac Tayah (PSD), desmentiu a informação de Leonel Feitoza e garantiu que a CPI custou, até agora, R$ 238 mil. A votação do relatório da comissão está prevista para acontecer no dia 22.

Segundo Leonel a comissão não recebeu nenhuma ajuda da presidência da CMM para realizar as investigações. “As atividades da CPI só aconteceram porque os membros dela se esforçaram bastante. Até mesmo o ônibus, 'caindo aos pedaços', que a Câmara nos disponibilizou não serviu. Ficamos no prego várias vezes e tivemos que pagar do nosso próprio bolso. Não sei de onde o presidente tirou esse valor de R$ 300 mil”, disse Leonel Feitoza.

No dia 15, o relator da CPI, vereador Marcel Alexandre (PMDB), apresentará aos membros da comissão o relatório parcial que não trará muita diferença do que foi feito pela CPI da Água de 2005, segundo o presidente da atual comissão e que foi relator da CPI à época, Leonel Feitoza. Conforme Leonel, “o relatório do vereador Marcel vai dizer que a empresa não presta e que é necessária uma agência reguladora independente, o que eu também coloquei em 2005”.

As visitas às comunidades que mais sofrem com a falta de água, consideradas positivas pelos vereadores membros da comissão, foram desqualificadas por Leonel Feitoza. “As pessoas eram sempre as mesmas e levadas pelo vereador Waldemir José (do PT e autor do pedido da CPI) no carro dele. Eu até perguntava se eles moravam em vários bairros”, disse. Foram visitadas as comunidades Nova Vitória, João Paulo, Santa Etelvina e Grande Vitória.

 Isaac Tayah  desmente Feitoza

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Isaac Tayah (PSD), e o vereador Waldemir José (PT), rebateram as críticas feitas ontem pelo presidente da CPI da Água, Leonel Feitoza (PSD), sobre os fatores que teriam atrapalhado o bom andamento das investigações da comissão.

Tayah afirmou que, até essa quarta, a CPI da água tinha gastado R$ 238.065, 29 em pagamentos de horas-extras para funcionários da Casa Legislativa e dos técnicos contratados, além de fretar locomoção (ônibus), efetuar pagamento de combustível e alimentação durante as visitas da comissão nos bairros.

O vereador Waldemir José explicou que chegou a levar os assessores pessoais dele e representantes do Fórum das Águas para ajudar nas discussões dos bairros.

Sobre a declaração de o requerimento feito pelo petista limitar a atuação da CPI, Waldemir disse que é uma “desculpa” usada por Leonel. “Quem não quer fazer arruma desculpa”, afirmou.

RMM precisa de anel viário

A construção de aeroportos descentralizados em municípios como Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Itacoatiara, além de duplicação vias e criação de um terminal hidroviário foram algumas propostas para a restruturação do sistema viário da Região Metropolitana de Manaus Manaus (RMM), apresentadas ontem para os vereadores da Casa em mais uma manhã de debates sobre soluções para a revisão do Plano Diretor de Manaus.

A palestra, realizada pelo consultor da Secretaria-executiva do Conselho de Desenvolvimento Sustentável da Região Metropolitana de Manaus (SRMM), Paulo Henrique Martins, ressaltou a necessidade da criação de um anel viário para interligar as BRs 174, 319 e a AM-010 e para facilitar o acesso dos municípios e, posteriormente, uma ligação com o Sul do Brasil.

A construção de um terminal hidroviário também foi debatida pelos vereadores no encontro dessa quarta.