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Líder do governo na ALE-AM critica bancada de oposição da Casa

Depois do barulho feito na ALE-AM pelos problemas no fornecimento de energia elétrica na cidade, tema sai da pauta 28/03/2012 às 07:28
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Depois do barulho feito na ALE-AM pelos problemas no fornecimento de energia elétrica na cidade, tema sai da pauta
KLEITON RENZO Manaus

O líder do governo na Assembleia Legislativa (ALE-AM), Sinésio Campos (PT), criticou ontem os três deputados de oposição pelo “emudecimento” deles em relação ao blecaute ocorrido na última semana em Manaus. Fez críticas também ao silêncio da bancada oposicionista sobre a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as causas do apagão.

“A pessoa só sente falta de energia naquele momento. Hoje, como não tem problema de falta de energia, então passa a ser um problema que não vai mais pra pauta (da ALE-AM). Vai ser (motivo de barulho) num outro momento. Entendo que o problema que houve aqui (o blecaute que deixou a cidade no escuro por dois dias e por um período de mais de sete horas) tem que ter desdobramento para a sociedade”, disse Sinésio. “Eu disse que traria, e trouxe, a diretoria da Amazonas Energia para prestar esclarecimentos e o fiz”, disparou.

Visitas

O petista disse que até esta quinta-feira (29), vai informar aos demais deputados o dia e os locais que serão visitados na primeira incursão parlamentar às instalações da Eletrobras/Amazonas Energia. A visita, disse Sinésio, é para confirmar se os investimentos de R$ 1,3 bilhão em infraestrutura e melhoria no sistema de distribuição de energia elétrica estão sendo feitos.

As visitas foram acordadas entre os deputados da base governista, capitaneadas pelo líder do governo, e pelo presidente da ALE-AM, Ricardo Nicolau (PSD), junto com o diretor-presidente da concessionária, Marcos Madureira. Na semana passada, Madureira foi à Assembleia tentar explicar a falta de energia que deixou a cidade no escuro por 7h30 nos dias 18 e 19 de março.

Sinésio Campos afirmou que as visitas em concomitância com o comprometimento da empresa em melhorar o serviço é suficiente para evitar novas situações como as da semana passada. “É hora de acompanhar as subestações e as obras do Linhão de Tucuruí. Isso não é um pedido de CPI que ninguém mais comenta aqui”, defendeu.

Para o deputado Marcelo Ramos (PSB), as visitas não vão dar em nada. “Os deputados vão ver o que a empresa quer que seja visto”, disse o oposicionista. “O que nós precisamos é ter acesso aos documentos que pedem a redução de investimentos no setor”, disse Ramos.

Na semana passada, Marcelo Ramos pediu a instalação de uma CPI para investigar as razões dos “apagões”, mas o procurador-geral da ALE-AM, Vander Góes, emitiu parecer afirmando que a iniciativa era inconstitucional e de competência do Governo Federal.

Comissão especial é descartada

O presidente da ALE-AM, Ricardo Nicolau (PSD), informou ontem que não irá aceitar o pedido de criação de Comissão Especial para apurar o ‘Caso Proama’. Proposta pelo deputado José Ricardo (PT), a intenção da comissão é investigar o quanto e o que foi gasto na construção do Proama e como deveria ser a relação com a prefeitura e a concessionária de água.

“Nós já temos comissões técnicas permanentes e esta proposta já foi enviada para a Comissão de Serviço Público. Nós não podemos ficar criando comissões, sob o risco de sobrepor os trabalhos daquelas permanentes”, disse.

Nesta quarta-feira (28), na Câmara Municipal de Manaus (CMM), terá inicio a reunião de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para investigar o contrato da Águas do Amazonas com a Prefeitura de Manaus.

‘MPE precisa aprimorar o trabalho com a sociedade’

O procurador-geral de Justiça do Estado do Amazonas, Francisco Cruz, admitiu ontem que a instituição precisa melhorar a relação com a sociedade. “Nós somos bem remunerados, não temos vergonha de dizer isso. Nós somos. E nós devemos aprimorar nosso trabalho com a sociedade”, disse.

A declaração foi feita na Assembleia Legislativa (ALE-AM), onde Francisco Cruz prestou contas do último ano à frente do Ministério Público do Estado (MPE-AM). Cruz deixará o cargo em julho, mas poderá disputar a reeleição. As eleições para o MPE vão ocorrer em outubro.

“O que já fizemos é obrigação nossa e o muito que falta fazer é sonho. O que estou fazendo é o que a lei determina (prestar contas aos parlamentares)”, disse Cruz aos deputados.

O procurador-geral disse ainda que a região do Sul do Estado do Amazonas vai ganhará prioridade neste semestre em função dos conflitos agrários nos Municípios de Apuí, Humaitá e Lábrea.

Entre as próximas ações do MPE-AM estão a de nomear, até junho, os últimos sete concursados para promotor de Justiça e licitar os terrenos para a construção das promotorias dos Municípios de Iranduba, Parintins, Itacoatiara, Coari, Presidente Figueiredo e Humaitá.

“Eu costumo dizer que não é promessa, é uma ameaça, todas as comarcas do Amazonas terão promotores de Justiça, afirmei quando assumi”, disse Cruz. Dez dos 24 deputados e outros convidados do MPE-AM estavam presentes.