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Manaus
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Limpeza pública em Manaus pode contar com a mão de obra de cooperativas

A proposta é do vereador Everaldo Farias, que pretende elaborar um projeto de lei, que assegure a participação direta das referidas cooperativas, na coleta seletiva de lixo da cidade 08/01/2013 às 15:28
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Melhor utilização das cooperativas pode beneficiar o meio ambiente, a limpeza pública e gerar renda aos catadores
acritica.com Manaus

Representantes das cooperativas que atuam na coleta seletiva de lixo da limpeza pública de Manaus deverão participar de uma reunião, em conjunto com o vereador Everaldo Farias (PV), para tratarem de um recolhimento mais efetivo dos resíduos sólidos que podem ser reciclados.

A proposta do parlamentar é a de elaborar um projeto de lei, que assegure a participação direta das referidas cooperativas, na coleta seletiva de lixo da cidade.

Conforme dados da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), existem em torno de 10 entidades que atuam na coleta seletiva de Manaus e as mesmas contam com o trabalho de, aproximadamente, 2 mil pessoas. 

Atualmente, a coleta seletiva da capital ocorre em dois sistemas, na primeira, empresas contratadas pela Prefeitura realizam a coleta seletiva de resíduos nas residências e transportam até as instituições que fazem a separação do material reciclável.

O segundo sistema ocorre de forma espontânea quando  os próprios moradores deixam o material nos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) localizados em quatro pontos de Manaus.

“Fizemos um levantamento e constatamos que somente 45% da capacidade dos PEVs é utilizada. Ou seja, menos da metade. Enquanto isso, a cidade sofre uma verdadeira crise no sistema de coleta de lixo porque as empresas terceirizadas não cumprem corretamente com o trabalho delas”, destaca o parlamentar.

Segundo a Semulsp e as cooperativas, os quatro pontos de entrega seletiva de lixo que atualmente estão em funcionamento têm capacidade para receber, por semana, três toneladas de lixo. Hoje, eles recebem em média 1,6 tonelada de lixo que pode ser reciclado.

“Tenho certeza que se o município fizer uma parceria mais abrangente com as cooperativas de coleta seletiva, vão ganhar os trabalhadores com o emprego, a economia local com a geração de renda e principalmente vai ganhar a cidade que ficará mais limpa e menos dependente dos empresários do setor”, completou Everaldo.

Potencial
Em julho do ano passado, o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), Renault Castro, esteve em Manaus e constatou que o município está subutilizando as cooperativas de coleta seletiva, deixando de gerar renda  e melhorar a qualidade de vida dos moradores.

“Esse tipo de trabalho utiliza uma mão-de-obra marginalizada, no caso os catadores de lata, mas que podem contribuir e muito no que diz respeito à geração de renda, à limpeza pública, à coleta seletiva, por exemplo. Manaus precisa abraçar essa causa“, propôs o executivo à época, durante uma reunião com cooperativas de coleta seletiva.