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Lista com candidatos a procurador-geral de Justiça segue amanhã para o governador

Omar Aziz, governador do Amazonas, decidirá dentro de 15 dias quem ocupará o cargo: Francisco Cruz ou Otávio Gomes 13/09/2012 às 18:59
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Francisco Cruz (à esquerda) e Otávio Gomes (à direita) disputam o cargo de procurador-geral de Justiça
Ana Carolina Barbosa Manaus

A eleição para o novo procurador-geral de Justiça terminou às 16h desta quinta-feira (13/09), com 118 votos para o procurador Francisco Cruz – o qual está atualmente no cargo – e 52 favoráveis ao promotor Otávio Gomes, totalizando 150 das 177 pessoas aptas à votação - o eleitor tinha a opção de votar em dois nomes se achasse conveniente. A lista com os dois nomes segue, amanhã, para o governador Omar Aziz, o qual terá 15 dias para apontar quem responderá pela função pelo próximo biênio (2012/2014).

Habitualmente, uma lista tríplice com os nomes dos três mais votados seguiria para a escolha do chefe do executivo, rito que será mantido, contudo, com apenas dois nomes, o que tornou a votação um ato simbólico, cujo principal objetivo foi oportunizar a manifestação dos membros do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) sobre a preferência entre os que se dispuseram a ocupar o cargo.

Segundo Francisco Cruz, atual procurador-geral de Justiça e que está afastado do cargo em função do pleito, mas que compareceu ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), onde ocorreu a votação, a eleição ocorreu com tranquilidade.

“A classe compareceu e externou o que queria. Fico satisfeito pela tranqüilidade do pleito e pelo respeito”, destacou, comentando sobre a expectativa de ser reconduzido ao cargo por Omar. “Agora, é continuar trabalhando por esse projeto de gestão que foi aprovado nas urnas e dar continuidade por mais dois anos”.

Já o promotor de Justiça Otávio Gomes, o qual ocupou entre 2008 e 2010 a função, esclareceu que o MP, representado pelos eleitores, manifestou sua vontade nas urnas. “Reafirmo que o doutor Francisco (Cruz), que vem à frente do MP-AM, tem a confiança da classe. Da nossa parte, estamos numa lista que é dúplice. Nos candidatamos ao cargo sabendo que passaríamos por duas fases: a escolha da classe e a do governador”, destacou.

Ele classificou a escolha de Omar Aziz, seja ela qual for, como legítima e constitucional e explicou como ocorreu o período pré-eleição no Ministério Público. “Foram debatidas propostas (durante o período que antecedeu o pleito). Alguns colegas assimilaram essas propostas e as do doutor Francisco foram mais condizentes com que os colegas esperavam”, destacou. “Mas, vamos aguardar o resultado com absoluta tranqüilidade”, concluiu.