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Lista de prefeituráveis ainda sem definição em Manaus

A dois meses do prazo de convenções, pré-candidatos a prefeito de Manaus empurram anúncio de candidatura para junho 09/04/2012 às 07:07
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Senador Eduardo Braga é nomeado líder do Governo e pode ficar de fora da eleição
FABÍOLA PASCARELLI Manaus

Passada a segunda grande data do calendário eleitoral 2012, no último sábado (7), com o fim do prazo de afastamento de cargos para quem concorrerá a prefeito, o quadro de prefeituráveis de Manaus apresenta pré-candidatos do PR e do PCB ameaçados por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, recuo da candidatura do cacique político do PMDB, indefinição no ninho tucano e jogo de cena no PDT, partido que comandará a máquina da administração municipal na disputa do dia 7 de outubro.

A primeira data estratégica do processo eleitoral ocorreu no dia 7 de outubro do ano passado. Foi o prazo limite para troca de partidos para os candidatos que pretendem participar das eleições deste ano. O período marcou a migração do prefeito Amazonino Mendes (PDT) do PTB para o PDT e do então vereador Paulo De Carli, aspirante a pré-candidato à prefeito, do PRTB para o PSDB.

No último sábado, 7 de abril, terminou o prazo para que ocupantes de cargos públicos se desincompatibilizassem a fim de concorrer à prefeitura e as 41 vagas de vereador na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Hoje, se insinuam como prefeituráveis: o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), o vereador Hissa Abraão (PPS), os deputados federais Henrique Oliveira (PR), Pauderney Avelino (DEM), Francisco Praciano, Sabino Castelo Branco (PTB) e Rebecca Garcia (PP). Figura na lista também o senador Eduardo Braga (PMDB), o presidente do PMN, Jerônimo Maranhão. O ex-senador Artur Neto (PSDB) ainda não definiu se irá concorrer. E o prefeito Amazonino Mendes (PDT) pode disputar a reeleição.

Apesar de afirmar que não é candidato, Amazonino Mendes continua ampliado os programas sociais da administração municipal e acelerado a entrega de obras, como foi o caso do Complexo Viário do bairro São José, na Zona Leste, maior colégio eleitoral da cidade.

A escolha do senador Eduardo Braga (PMDB) para líder do Governo Federal no Senado complicou a eventual candidatura dele à Prefeitura de Manaus. Com o seu possível afastamento, o deputado estadual Marcos Rotta se articula para viabilizar seu nome. No PSD, partido do governador Omar Aziz, o deputado estadual Chico Preto também se movimenta nesse sentido. Omar, contudo, tem se mostrado, nos bastidores, favorável à composição com o prefeito de Manaus.

A aprovação de resolução pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que torna inelegíveis os candidatos que tiveram as contas de campanhas reprovadas em 2010 ameça a candidatura de Henrique Oliveira.

A decisão também ameaça uma possível candidatura de Luiz Navarro (PCB). No próximo sábado, o partido dele, junto com PSTU e PSOL programaram reunião para definir o candidato da coligação.

No PSDB, a decisão depende de Artur Neto, que pode ser candidato à prefeitura ou a vereador. O ex-senador briga no TSE para reaver a vaga que perdeu em 2010 para a senador Vanessa Grazziotin. O plano B dos tucanos, para prefeito, pode ser Paulo De Carli, o ex-vereador Plínio Valério ou vereador Mário Frota.

PT e PSB podem celebrar coligação

Enquanto, Braga, Amazonino e Artur empurram, pelo menos oficialmente, a definição se suas eventuais candidaturas para os próximos meses, no PSB, o ex-prefeito Serafim Correa já anunciou que a sigla vai lançar candidatura puro sangue. O nome cotado para vice, na chapa encabeçada pelo ex-prefeito, seria do deputado estadual Marcelo Ramos.

As articulações do PSB, contudo, também passam pela negociação, em âmbito nacional com o PT. Como moeda de troca pelo possível apoio na eleição pela prefeitura de São Paulo, o Partido dos Trabalhadores podem compor com o PSB na campanha em Manaus. Na ceara petista o nome com maior densidade eleitoral é o do deputado federal Francisco Praciano. Em 2008, ele disputou a Prefeitura de Manaus.

Ficou com a quarta colocação. Na gestão de Serafim, os dois andaram juntos. Em 2007, Marcus Barros, que era quadro histórico do PT, virou secretário municipal de governo, para selar a aliança, para 2008, o que não se concretizou.

Lippi e Deodado ficam nos cargos

No último sábado (7), prazo final para desincompatibilização de candidatos que pretendem concorrer às eleições deste ano, dois dos principais secretários municipais cogitados para deixar os cargos, garantiram que permanecerão na Prefeitura de Manaus: o secretário Municipal de Saúde, Francisco Deodato (PTB), e o secretário Municipal de Educação, Mauro Lippi (PDT).

Na última terça-feira (3), anunciaram afastamento das funções de confiança os secretários: Vital Melo (PT), do Trabalho e Desenvolvimento Social (Semtrad); Sildomar Abtibol (PRP) e Marlúcia Chiroque (PHS), da Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh); e Fabrício Lima (PRTB), do Desporto e Lazer (Semdej), que deve retornar hoje à Câmara Municipal de Manaus (CMM).

No dia 30 de março, Arlindo Júnior (PPL), que estava à frente da Secretaria Municipal de Turismo (Manaustur) entregou o cargo. Na última segunda-feira, ele voltou a ocupar a vaga de vereador.

Vice-governador José Melo

Possibilidade de concorrer Apesar de ter declarado na última quinta-feira que não pretende se candidatar à prefeito de Manaus, o vice-governador José Melo (PMDB) é cotado como uma das possibilidades do PMDB para a disputa. Se quiser concorrer, desde sábado, Melo não pode mais assumir o cargo de governador nas ausências do titular do cargo, Omar Aziz. Essa medida tem que ser comunicada, por escrito, à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM).

Próximos prazos do calendário eleitoral

Em 9 de maio é o último dia para o eleitor requerer inscrição eleitoral ou transferência de domicílio e para o eleitor que mudou de residência dentro do Município pedir alteração no seu título eleitoral. 10 de junho é a data a partir da qual é permitida a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher candidatos a prefeito, a vice-prefeito e a vereador. O prazo vai até 30 de junho. 6 de julho é o prazo a partir do qual será permitida a propaganda eleitoral. Os candidatos poderão realizar comícios, utilizar aparelhagem de sonorização fixa e fazer propaganda eleitoral na Internet.