Publicidade
Manaus
Manaus

Mãe acusa Maternidade Ana Braga de descaso a recém-nascido

Família diz que houve erro em procedimento médico que causou ferimentos no pé do recém-nascido prematuro. Unidade nega irregularidade 29/01/2014 às 08:20
Show 1
O bebê, que nasceu prematuro, continua internado na maternidade Ana Braga, da rede estadual de saúde, na Zona Leste
Ana Celia Ossame ---

Uma criança nascida prematura teria sofrido uma queimadura no pé causada por um equipamento colocado para acompanhamento cardíaco, na Maternidade Ana Braga. De acordo com familiares da mãe da menina, o aparelho era trocado periodicamente porque aqueceria na pele, mas como isso não aconteceu, causou a ferida e posteriormente uma infecção. A direção da maternidade informou que o quadro de saúde da criança não tem relação com o ferimento no pé, mas sim com prematuridade. A menina nasceu com 28 semanas pesando 1,160 gramas e está há 57 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade. Um bebê normalmente nasce a partir da 37 semana.

Familiares da criança disseram que o referido equipamento teria um prazo para ficar no pé e que diariamente era trocado, o que não aconteceu dessa vez, causando a queimadura. Agora, por conta do ferimento, a menina estaria sendo sedada por apresentar um quadro de infecção e problemas respiratórios. Uma irmã da mãe da menina, explicou que a preocupação da família agora é com o agravamento do estado de saúde da menina, que já era frágil por conta do nascimento prematuro.

EDEMA

O diretor técnico da maternidade, médico Antônio Medeiros, explicou que um equipamento, colocado nos pés de todo bebê prematuro, tem o papel de detectar cardiopatias e doenças respiratórias e não costuma causar problemas. Como não aquece, não causar queimaduras. Ele acredita que um edema (inchaço) dos membros inferiores tenha causado atrito do aparelho na pele, causando a lesão, que não é grave.

“Se fosse algo causada por um aquecimento do aparelho, haveria o risco da criança perder o membro porque o quadro dela é delicado”, argumentou ele, explicando que a troca é feita rotineiramente por ser necessário verificar se os dois membros da paciente estariam apresentando pleno funcionamento. O diretor garantiu ter equipes constantemente acompanhando os pacientes para fazer essas procedimentos e que, talvez pela apreensão e pouca idade da mãe, ela esteja tão aflita e não compreenda o que vem sendo feito pelos médicos.

Ao explicar que bebês na condição desses fazem infecção frequentemente, Antônio disse que apesar do seu quadro inicial, a menina estava reagindo bem, tanto que já está pesando 1,455 gramas, o que demonstra evolução positiva do seu estado de saúde.