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ATENDIMENTO'

Mãe que perdeu bebê após assalto recebe acompanhamento psicológico em hospital

Agredida durante um assalto, ela perdeu bebê aos oito meses de gestação. Alcicleide Oliveira de Araújo segue internada em observação na maternidade Ana Braga 18/03/2018 às 17:41 - Atualizado em 18/03/2018 às 22:14
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Alcicleide Oliveira de Araújo, 28, que foi agredida em um assalto na última quinta-feira e acabou perdendo o bebê de oito meses,  está em observação na maternidade Ana Braga, onde está internada desde o dia do assalto.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a paciente,  que é diabética, está sendo medicada para controle da doença e para impedir a produção de leite materno. Além do atendimento médico, ela está tendo acompanhamento psicológico e com assistente social. O acompanhamento é importante para evitar doenças graves, como a depressão.

"Ela está recebendo esse acompanhamento pós-parto, com assistente social e psicóloga. Além disso, quando tiver alta, terá encaminhamento para continuar recebendo atendimento psicológico", ressaltou a diretora da unidade, Maria Dalzira Pimentel.

O parto de Alcilene, segundo a Susam, foi realizado às 17h da sexta-feira, 26 horas após ela dar entrada na Ana Braga. A secretaria afirmou que foi feita uma indução ao parto normal com uso de medicamentos, levando em consideração o quadro de diabetes da paciente.

Procedimento

O médico ginecologista obstetra da unidade, Fleming Farias, explica que, quando a mulher dá entrada na maternidade com morte fetal, é seguido protocolo da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), que preconiza dois passos: a avaliação clínica, para descartar risco de morte materna, e a expulsão do feto. Caso não haja risco, é indicada a indução do parto normal.

“A medida visa garantir a segurança da paciente. Quando não há complicações para a mãe, a melhor via é vaginal, porque evita a infecção intra-uterina e sua evolução para infecção generalizada”, explicou o médico. Ainda segundo ele, a cirurgia cesariana oferece mais risco, tem um pós-operatório mais longo e complicado.

“Geralmente, pacientes diabéticas têm uma resposta ao trauma, à cicatrização, mais deficiente. E muitas delas têm imunidade baixa, o que as deixa mais sujeitas a infecções após uma cirurgia. Só justifica fazer cesárea, em caso de diabetes, quando o bebê é muito grande, o que chamamos de macrossomia fetal, ou se detectar um grau de sofrimento do bebê ainda vivo, como baixa nos batimentos cardíacos, que exige uma cirurgia de emergência para salvar o bebê”, destacou o obstetra.

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