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Manaus
emocional da mãe

Mães compartilham momentos de culpa e especialista orienta quais ações tomar

Qual mãe nunca se sentiu culpada de uma palmada ou daquele grito no momento errado? Especialista afirma que na maioria das vezes, o filho leva o relato desta culpa por um bom tempo na memória 07/05/2016 às 23:18
Show m es cricri
Mães cricri compartilharam experiências de culpa em evento (foto: Euzivaldo Queiroz)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Um bate papo com os temas que deixam qualquer mãe em dúvida e gera a famosa emoção de culpa foi abordada na noite deste sábado (7), entre as idealizadoras do blog Mães Cricri juntamente com a psicóloga e terapeuta Julie Almeida Gurgel do Amaral. O encontro foi promovido no espaço “Filho Coruja” do Manauara Shopping, na Zona Centro-Sul de Manaus, e marcou um dos eventos promovidos para comemorar o Dia das Mães.

As 'cricris' contaram para a turma de mães, pais, filhos e demais interessados no assunto como foi o processo em se tornar mãe. Cada uma com os detalhes conhecidos no cotidiano social. Houve a gravidez esperada, a não esperada, o segundo filho, e entre as histórias, contaram as que principalmente deixaram aquela marca no coração, mas de dor a famosa culpa.

Umas das mães cricri, a jornalista Karlla Marinho, lembrou-se do início da amamentação da primeira filha. Por causa, dos horários modificados e sem conseguir ter um sono prolongado para manter a alimentação da filha, no meio de uma mamada e de outra, cochilou e o bebê acabou caindo do colo.

“Acordei com o choro, tomei um susto, fiquei preocupada se tinha acontecido alguma coisa com ela e não pensei duas, peguei a minha filha e levei para o pronto-socorro. Quando cheguei lá, fiquei morrendo de medo de ter que contar a verdade para médica, mas quando relatei do acidente, a plantonista disse que era normal isso acontecer, mas de qualquer forma, aquilo me deixou culpada, não deveria ter cochilado”, contou.

Outros exemplos como: “Quando fui afastar o ventilador por um segundo a mão da minha filha entrou no meio das palhetas”, outro fato: “Ela segurou a tampa da cafeteira quente” ou colocou a mão do vidro do forno do fogão que estava ligado”, foram citados entre as mães cricri.

Outras mães que estavam na plateia, como foi o caso da Nylla Brasileiro, 33, se identificou muito com as histórias. “Muitos desses fatos comentados, lembrei que também ocorreram com a minha filha quando era criança. Realmente essa sensação de alguma forma nos machuca, gera a culpa e muitas das vezes não sabemos o que fazer. Foi realmente gratificante participar desse momento, agora tenho uma outra noção dos fatos e aprendi o que fazer se algo que me deixe com a culpa acontecer”, comentou.

A CULPA

Conforme a psicóloga Julie Amaral, que trabalha diretamente com a Terapia Cognitiva Comportamental, explicou ao público que “a culpa” é um tipo de emoção, onde se nasce com esse sentimento, mas que se desenvolve conforme a caminhada de cada indivíduo. Sobre o sentimento de culpa das mamães, a especialista no assunto orientou que é necessário ter a convicção de que ela está fazendo o melhor para a criação dos filhos e que o acidente não torna a mãe nem melhor e muito menos a pior.

“Ser mãe é fazer o melhor, mas não é ser perfeita. Precisamos sim reconhecer a culpa, refletir daquele momento e o principal, pedir desculpa ao filho, principalmente se teve um grito quando não devia ter ou uma palmada quando poderia ser resolvido com uma simples conversa. É necessários ter esse tipo de atitude, para que os filhos, quando desenvolverem o sentimento de culpa, saber que é necessário ter essa reflexão”, disse.

Julie explica que ser mãe, não há um manual de instruções, mas é necessário sempre refletir nas atitudes, principalmente quando se gera a culpa, pois os filhos precisam receber esse pedido de desculpa e aprender quais as atitudes que devem ser tomadas. “Os pais que criam os filhos na gritaria, esses mesmos filhos tem a tendência de criar os filhos da mesma forma, então, por isso que afirmo que é necessário reconhecer a culpa, refletir e pedir desculpas”, reforçou.

Para saber mais sobre as mães cricri podem acessar o blog http://acritica.uol.com.br/blogs/maescricri/

A psicóloga Julie do Amaral informou que tem uma página no facebook, onde compartilha muitas informações sobre o assunto. Podem deixar as perguntas que ela responde e se for necessário informa se vai ser preciso marca a terapia. https://www.facebook.com/consultoriopsico/?fref=ts