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Mais de 2 mil servidores públicos devem aderir à greve nacional, no Amazonas

Movimentação dos órgãos federais e universidades já atinge milhares de trabalhadores no Estado 03/07/2012 às 08:32
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Servidores da Embrapa, ligada ao Ministério da Agricultura, estão em alerta
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Servidores federais do Ministério da Agricultura, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Instituto de Meteorologia (Inemet) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) decidem esta semana se vão aderir ao movimento nacional grevista que já atinge no Estado cerca de 2 mil pessoas, sendo mil ligadas ao Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep).

Já estão paralisados os funcionários de carreira da Fundação Nacional do Índio (Funai), Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Outro movimento é dos auditores fiscais da Receita Federal que estão desde o dia 18 de junho sem realizar as atividades de desembaraço de mercadorias e liberação de cargas nos postos aduaneiros de Manaus. “Somos 180 servidores ativos em Manaus. Como tivemos várias conversas com empresariado, houve diminuição das importações. Eles programaram férias coletivas. O movimento não tem data para acabar porque o Governo Federal ainda não negociou nada”, explicou o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Alfândega da Receita no Amazonas (Sindifisco-AM), Eduardo Toledo.

Mais de 800 professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também cruzaram os braços desde o dia 17 de maio e já ganharam, no dia 25 de junho, reforço com a greve dos servidores e professores do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Amazonas (Ifam).

Os servidores federais reivindicam reajuste salarial, plano de carreira, além de reestruturação dos órgãos, como o fechamento dos escritórios do Ibama, das unidades avançadas do Incra e das superintendências da Funai em vários municípios. “Queremos ainda concursos públicos, porque as pessoas estão se aposentando e não está tendo gente para substituir”, disse o diretor administrativo do Sindsep, Menandro Abreu.