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Mais de 500 famílias são atingidas por incêndio em Manaus

Dezenas de pessoas foram abrigadas em um ginásio. A paróquia da Igreja de São Geraldo também cedeu espaço para acolher às vítimas. Os moradores atingidos não conseguem aceitar o ocorrido, mas partem para o recomeço 27/11/2012 às 18:29
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Moradora conseguiu salvar alguns objetos durante incêndio
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

O incêndio de grandes proporções ocorrido na manhã desta terça-feira (27), em Manaus, atingiu aproximadamente 550 famílias, segundo a Defesa Civil do Município, residentes na comunidade Arthur Bernardes, que fica entre os bairros São Jorge e São Geraldo, na Zona Oeste. As chamas foram controladas. Uma megaoperação no local envolveu vários órgãos durante três horas de propagação do fogo.  

A doméstica Leide Marinho, de 54 anos, estava trabalhando quando recebeu a notícia do incêndio. Ao chegar em casa, se deparou com o fogo se aproximando da sua residência e conseguiu salvar alguns objetos. Agora, sem ter onde morar, ela e as centenas de famílias desabrigadas aguardam ajuda humanitária das autoridades e realocação. Órgãos da prefeitura e do governo do Estado realizam cadastro das vítimas para identificar o apoio necessário e contabilizam os prejuízos.

Dezenas de pessoas foram abrigadas no ginásio Ninimberg Guerra, localizado no bairro São Jorge. A paróquia da Igreja de São Geraldo também cedeu espaço para acolher às vítimas. Os moradores atingidos não conseguem aceitar o ocorrido, mas partem para o recomeço.   

Os relatos dos desabrigados revelam momentos de desespero, após serem surpreendidos pelas chamas, que destruiu centenas de casas de madeira, muitas delas, estruturadas sobre palafitas à beira de um igarapé. Um curto-circuito pode ter causado o incêndio.

Recomeço


Com ajuda de vizinhos e do marido, grávida de 8 meses conseguiu salvar pertences (Foto: Thiago Gonçalves)

A dona de casa Mariane Ketlen Brasil Vale, de 25 anos, que está grávida de oito meses, estava sozinha em casa quando o fogo começou. Desesperada, ela procurou refúgio e pediu a ajuda de vizinhos para que salvassem seus pertences.

"Conseguimos tirar apenas a geladeira e um pequeno guarda-roupas. O resto se acabou", contou. Por telefone, a mulher comunicava os familiares sobre a triste situação. O marido da dona de casa, que estava trabalhando, chegou para ajudar momentos depois de o incêndio começar.

Demora

Os moradores atingidos pelo incêndio reclamaram de demora da chegada do Corpo de Bombeiros. A autônoma Elzuleide Nogueira Campos, 36 anos, contou que presenciou três primeiras casas serem consumidas pelo fogo. “O primeiro caminhão dos Bombeiros chegou quando o fogou estava atingindo três casas. Demorou quase meia hora depois que avisamos”, afirmou. Os populares disseram que o fogo começou por volta das 8h30 desta terça-feira.

Controle

O comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Dias, garantiu que as equipes agiram de forma rápida e eficiente, apesar das dificuldades encontradas durante o acesso às casas em becos e vielas. Dias informou que pelo menos 15 veículos foram disponibilizados na operação, que teve ajuda de outros órgãos e empresas.


Vista aérea da comunidade no mês de outubro deste ano (Foto: Evandro Seixas)

Veja imagens do incêndio