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Mais de cinco mil toneladas de lixo foram retiradas dos igarapés de Manaus em quase seis meses

De acordo com a assessoria da Semulsp, os investimentos mensais para a retirada do lixo giram em torno dos R$ 500 mil, mas por conta da enchente, o valor subiu para R$ 1,6 milhão/mês 21/06/2012 às 16:24
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A limpeza nos rios da cidade custa mensalmente para o cofre municipal R$ 500 mil
Ana Carolina Barbosa Manaus

Entre 1º de janeiro e 20 de junho deste ano a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) retirou dos igarapés de Manaus cinco mil toneladas de lixo, sendo pouco mais de 2,6 mil toneladas só nos últimos 44 dias, durante a Operação S.O.S Enchente, o equivalente a 52,4 % do total.  O trabalho demandará, até o final deste mês, investimentos na ordem de R$ 5,2 milhões, se considerados, ainda, os cinco meses anteriores.

De acordo com a assessoria da Semulsp, os investimentos mensais giram em torno dos R$ 500 mil, incluindo mão de obra, transporte, equipamentos, alimentação de pessoal, armazenamento, entre outros. As equipes somam 60 pessoas engajadas na limpeza de três igarapés.

Contudo, por conta da cheia histórica, em maio foi necessário um investimento de R$ 1,6 milhão, já que o efetivo sofreu acréscimo de outros 240 trabalhadores, totalizando 300, o que consequentemente elevou os gastos. Os números fazem referência apenas à coleta de lixo em igarapés, não considerando o lixo domiciliar.

A operação S.O.S Enchente, iniciada em 8 de junho, foi lançada para ter a duração de 60 dias, mas, se houver necessidade, poderá ser prorrogada.

Mas, independente de ação emergencial, ocorrida em função da enchente que atingiu a capital – a qual trouxe à tona muito lixo, a maior parte jogada nos igarapés pela própria população, outra trazida das ruas pela chuva -, a Semulps retirava, em ações rotineiras, em média 600 toneladas de lixo dos igarapés da cidade por mês, trabalhando em três trechos de canais diariamente, ou, cerca de 20 toneladas/dia.

Contudo, durante a operação SOS Enchente, a qual foi executada simultaneamente com as ações de rotina, os agentes de limpeza chegaram a retirar 59 toneladas/dia dos trechos mais críticos, considerando as 2.622 toneladas retiradas até ontem.

A operação S.O.S Enchente foi deflagrada com base no decreto que estabeleceu situação de emergência em Manaus, assinado pelo prefeito Amazonino Mendes em 27 de abril deste ano. Os valores investidos na ação emergencial não passaram por licitação. A dispensa tem amparo legal, segundo a Lei 8.666, também conhecida como lei das licitações.

Conforme a assessoria da Semulps, a idéia é que todos os bairros cortados por igarapés recebam o serviço, com maior concentração nas áreas da bacia de São Raimundo (Glória, São Raimundo, Santo Antônio, São Jorge, Aparecida, Matinha), Coroado, Aterro do 40, Mauazinho, Raiz, Cachoeirinha, Morro da Liberdade, igarapé da Silves, São Lázaro, Crespo, Compensa, entre outros.