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Mais um empresário recorre à Justiça do AM para ter acesso à investigação sigilosa

Assim como o pai, Waldery Areosa Júnior recorreu ao judiciário do Amazonas para obter informações sobre inquérito na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente; "Operação Estocolmo" investiga empresários ligados à rede de exploração sexual infanto-juvevil 26/11/2012 às 13:00
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Empresário Waldery Areosa Júnior pede à Justiça para ter acesso à investigação sigilosa da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente
acritica.com Manaus, AM

O empresário Waldery Areosa Júnior entrou com ação na Justiça do Amazonas para se valer da mesma decisão que garantiu ao pai, Waldery Areosa Ferreira, o direito de ter acesso à investigação que tramita na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente.

A investida para ter acesso aos documentos da investigação iniciou no último dia 19, data em que requereu da titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, Linda Gláucia de Moraes, "cópia integral do procedimento investigativo em comento, seus volumes e apensos ou correlatos (sic)".

No pedido de acesso aos documentos Waldery Areosa Júnior disse ter tomado conhecimento da existência de uma possível investigação na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente. Suspeita-se que o empresário seja alvo da "Operação Estocolmo", que apura a exploração sexual de crianças e adolescentes por empresários.

Como não obteve resposta da delegada para o acesso às informações da investigação, Waldery Júnior entrou com ação na Justiça, alegando que até o dia 22 de novembro seus advogados não conseguiram encontrar a delegada.

A defesa dele alega que "a Autoridade Coatora (delegada Linda Gláucia) marcou com os impetrantes para que estes comparecessem naquela delegacia de Polícia Civil, a fim de que recebessem as cópias mencionadas".

Ainda conforme os advogados, as datas estipuladas para o recebimento das cópias do procedimento investigatório foram os dias 21 e 22 de novembro. A defesa ainda ressaltou que, na ocasião agendada para a concessão dos documentos de investigação, "esta nunca se mostrou disponível para atendimento dos ora impetrantes e jamais forneceu as cópias solicitadas".

Os requerentes alegaram também que procuraram a delegada desde a manhã do dia 21, "mas a informação que receberam ali foi no sentido que desde então a delegada não aparece no seu local de trabalho", e que todos os investigados devem usufruir dos efeitos da liminar concedida, uma vez que "o procedimento inquisitivo em questão é o mesmo em que seu pai figura como investigado e sobre o qual ele, o Paciente, também".

O pedido de acesso às informações se baseia na mesma ação que o empresário Waldery Areosa Ferreira (pai) fez à Justiça e ganhou decisão favorável. No caso de Waldery Júnior, a Justiça do Amazonas ainda não concedeu o pedido.

Caso
A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã da última sexta-feira (23), a Operação Estocolmo, que prendeu supostos integrantes de uma rede de exploração sexual infanto-juvenil. Quarenta e seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos – nas casas das vítimas, dos agenciadores e dos empresários –, e outros oito de prisão.Celulares, mídias digitais, fitas VHS, foram alguns dos materiais apreendidos e enviados à perícia técnica.

Prevenção
O empresário amazonense Waldery Areosa Ferreira – pai de Waldery Areosa Júnior - , conseguiu autorização da Justiça do Amazonas para ter acesso a inquérito policial aberto pela Delegacia Especializada em Proteção e à Criança e ao Adolescente (DEPCA) na véspera da operação ser deflagrada.

A autorização foi concedida pelo juiz plantonista Julião Lemos Sobral Júnior na última terça-feira (20). O delegado geral da Polícia Civil, Josué Rocha, afirmou que as investigações corriam em segredo de Justiça.

A ação movida contra a delegada Linda Gláucia de Moraes, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), veio após o conhecimento da abertura de uma investigação contra ele na Depca.

Na ação, o empresário alegou que tinha o direito de receber informações sobre investigação que tramita na delegacia.