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Mais um motorista de táxi é morto em Manaus

A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) já que o carro da vítima foi levado e encontrado horas depois na Zona Norte de Manaus 06/06/2012 às 11:50
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O corpo de Plínio Lima foi deixado no meio da rua Pensador, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus
acritica.com Manaus

Mais um taxista morreu na madrugada desta quarta-feira (6) em Manaus. Plínio de Lima Tavares, 49, foi encontrado morto no meio da Rua Pensador, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus, no início da manhã desta quarta (6). Até o começo da tarde ninguém foi preso.

Plínio trabalhava na cooperativa Cidade Nova Rádio Táxi e de acordo com colegas, ele pode ter sido vítima de assaltantes logo no início da sua jornada de trabalho.

De acordo com o presidente da cooperativa, Gilmar Brasil, a vítima fez um contato com a central foi por volta de 5h da manhã e disse que estava tudo bem.

Pouco tempo depois, Plínio disse que estava indo pegar um passageiro no bairro da Cidade Nova. Ele seguiu pela Avenida das Torres, rotatória do Coroado, continuou pela André Araújo, desceu a rua do antigo Horto Municipal e o último contato foi feito quando ele estava na Rua Belo Horizonte, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.

Ainda segundo Gilmar, aproximadamente 15 minutos depois do contato eles receberam a informação de que o corpo de Plínio estava caído no meio da rua com duas perfurações de tiro na cabeça.

O carro da vítima, um Pálio Weekend de placa JXO 3028 foi encontrado horas depois na Avenida Timbiras, bairro Cidade Nova I, Zona Norte de Manaus. A carteira da vítima foi encontrada em uma escadaria no bairro Monte Sinai, também na Zona Norte.

A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio, já que o carro e a carteira do motorista foram levados.

Manifestação

Os colegas da cooperativa realizaram uma manifestação de advertência para pedir segurança para a categoria. Vários carros da cooperativa Cidade Nova Rádio Táxi saíram do ‘ponto’ no bairro da Cidade Nova e de lá seguiram para o Instituto Médico Legal (IML), depois em ‘carreata’ para o 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde de acordo com alguns motoristas havia uma pessoa que podia ser suspeita de cometer o crime, porém ao chegar ao local a polícia informou que não havia ninguém preso.

Da Cidade Nova, a carreata seguiu pela Avenida Torquato Tapajós, onde os motoristas pararam em frente à Secretaria de Segurança Pública (SSP/AM). Equipes da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) foram deslocada para a SSP.

Plínio trabalhava ha cinco anos na cooperativa e chegava para trabalhar as 2h da manhã e ficava até por volta de 17h.“Ele não trabalhava no intervalo de tempo da noite por medo de assalto”, ressaltou o presidente da cooperativa.

A família de Plínio está muito abalada e no momento não quer comentar sobre o assalto.

A Delegacia Especializada em Homicídio e Sequestros (DEHS) vai investigar o caso.