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Mais uma vez Manaus fica para trás no quesito calçadas, aponta pesquisa de ONG nacional

Com uma nota média de 3,60, as calçadas de Manaus, mais uma vez, não alcançaram os oito pontos classificados como ideais no quesito qualidade pela Organização Não Governamental (ONG) Mobilize Brasil - movimento em prol da mobilidade sustentável 15/08/2012 às 21:11
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Entre as observações feitas no relatório está a ocupação irregular das calçadas do Centro de Manaus
Ana Carolina Barbosa Manaus

Com uma nota média de 3,60, as calçadas de Manaus, mais uma vez, não alcançaram os oito pontos classificados como ideais no quesito qualidade pela Organização Não Governamental (ONG) Mobilize Brasil - movimento em prol da mobilidade sustentável. O dado faz parte da pesquisa Campanha Calçadas do Brasil, realizada pela entidade entre janeiro e abril deste ano, totalizando cem dia, e considerando 228 ruas e avenidas em 39 cidades. Os resultados serão encaminhados aos Ministérios Públicos, prefeituras e ao Ministério das Cidades.

Conforme a pesquisa, a nota média dos locais avaliados foi 3,55, enquanto que o indicado pela ONG é 8. No caso de Manaus, foram citadas seis ruas e avenidas. São elas: avenidas Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife) – entre as zonas Centro-Oeste e Sul -, que teve a média de 1,88; Eduardo Ribeiro, com 2,25 de média; avenida Manaus Moderna, com 2,88 de média; avenida 7 de Setembro, Centro, com 3,38 de média; rua Rui Barbosa, com média de 5,88 (todas as quatro no Centro de Manaus) e avenida Djalma Batista, que também corta as zonas Centro-Oeste e Sul, com média de 5,38.

Embora a média da capital tenha ficado 0,5 pontos acima da nacional, o estudo mostra que será necessária a realização de melhorias para que a capital amazonense se iguale, por exemplo, à avenida Faria Lima, na capital paulista, uma das duas que tiveram nota dez na avaliação feita pela equipe do portal Mobilize com a participação de leitores e voluntários.

No relatório encaminhado junto ao resultado da pesquisa, são apontados problemas conhecidos há anos pela população da cidade. Em um trecho, está a seguinte citação: “bancas de ambulantes ocupam todas as calçadas do Centro histórico de Manaus, onde é impossível caminhar. Mercadorias do comércio local e carros em demasia também prejudicam a mobilidade do pedestre; faltam rampas de acessibilidade na cidade”.

Pesquisa

De acordo com a pesquisa, apenas 6,57% dos locais avaliados obtiveram nota acima desse indicador e 70,18% das localidades avaliadas obtiveram médias abaixo de 5.

A nota média dos 228 locais ficou em 3,55, número muito baixo se considerado que a nota mínima para uma calçada de qualidade aceitável é 8, segundo os critérios estabelecidos pelo Mobilize.

Segundo o resumo do relatório, os voluntários foram bastante críticos na avaliação de suas cidades. Vários deles enviaram comentários e fotos sobre situações degradantes. Alguns atribuíram notas às calçadas de cidades como um todo e não a uma rua ou avenida.

Os itens avaliados nas duas fases, para os quais foram atribuídas notas de zero a dez, foram: irregularidades no piso, largura mínima de 1,20 m, degraus que dificultam a circulação, obstáculos (como postes, telefones públicos, lixeiras, bancas etc), existência de rampas de acessibilidade, Iluminação, sinalização para pedestres, e paisagismo para proteção e conforto. 

Entre os motivadores da campanha estão dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os quais apontam que no Brasil, cerca de 30% das viagens cotidianas são realizadas a pé. A informação foi revelada pelo coordenador da campanha, Marcos de Sousa.