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Manauara ainda está confuso com as mudanças no trânsito do Centro de Manaus

Apesar do grande número de agentes de trânsito, motoristas não sabiam o que fazer 05/06/2012 às 08:19
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Nem mesmo o reforço na orientação aos motoristas evitou os congestionamentos e transtornos, ontem, nas ruas do Centro
Florêncio Mesquita Manaus

O primeiro dia útil depois das alterações no trânsito do Centro de Manaus foi marcado por muita confusão. As mudanças foram realizadas pela prefeitura no último final de semana, por conta da cheia, que obrigou o fechamento do terminal central do transporte coletivo e o desvio do tráfego de veículos.

Apesar de todos os pontos afetados pelas intervenções contarem com a presença de agentes de trânsito e de órgãos fiscalizadores, os motoristas que foram ao Centro, nesta segunda-feira (4), enfrentaram transtornos com as mudanças.

Muitos não sabiam para onde seguir. Agentes de trânsito tentavam coordenar o fluxo de veículos, mas a falta de informação dos próprios condutores fez com que a situação ficasse ainda pior. Alcançar o destino desejado foi difícil para a maioria dos motoristas, que reclamaram da situação e das dificuldades causadas pela alteração. A maior parte das ruas onde houve os desvios ficou como o fluxo de veículos congestionado durante a maior parte da manhã.

Para o diretor de Transporte Urbano da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Antonio Norte Filho, as alterações, que incluem os desvios das rotas dos ônibus convencionais e dos veículos de passeio, bem como a inversão no sentido do fluxo, ocorreram dentro da normalidade.

Norte Filho reconhece que é preciso melhorar o esquema de gerenciamento de trânsito, fazendo o que ele chamou de “ajuste fino”, mas prevê que, ainda esta semana, os condutores e a população, de modo geral, estarão adaptados às mudanças.

Atenção às mudanças
Conforme o diretor, é preciso estar atento ao novo itinerário dos ônibus na área central. O trajeto dos ônibus articulados e biarticulados, por exemplo, foi desviado da avenida Epaminondas, próximo a Praça da Saudade, para ruas Simão Bolívar e Ferreira Pena. Os micro-ônibus Executivos também tiveram alteração e, a partir da avenida Epaminondas, seguem pela rua 10 de Julho, até a avenida Getúlio Vargas. Já a rota dos ônibus do transporte público convencional foi desviada para avenida 7 de Setembro.

Para Norte Filho, a medida foi a mais acertada, porque alivia o tráfego do transporte e retira a sobrecarga de veículos de um único trecho, o que, segundo ele, poderia prejudicar a massa asfáltica.

Segundo ele, ontem, circularam pelo Centro 861 veículos, entre ônibus e micro-ônibus do transporte público, de 129 linhas que atendem a 71 mil usuários na área central de Manaus.

Novos abrigos serão instalados no Centro
A SMTU previa começar, na noite de desta segunda (4) a instalação de novos abrigos para usuários do transporte coletivo.Os equipamentos devem ser instalados atrás da igreja Matriz. Eles foram fabricados em caráter de urgência e com novas medidas para atender a população.

Vazante do Negro não é certa
Pelo terceiro dia consecutivo, o rio Negro voltou a baixar. Depois de passar quatro dias com o nível estável em 29,97 metros, na manhã desta segunda (4), o rio Negro, em Manaus, registrou a marca de 29,94 metros, 3 centímetros a menos que o nível registrado na última sexta-feira. 

Apesar da descida ser animadora para amenizar a sofrimento das mais de 300 mil pessoas afetadas pela enchente no Amazonas, para o engenheiro do porto de Manaus, Valderino da Silva, 63, a mudança no nível do rio ainda não pode ser considerada um sinal de vazante.

Conforme o engenheiro, é preciso esperar, pelo menos, mais três dias para dizer se, de fato, o rio iniciou o processo definitivo de vazante. 

Prematuro
Valderino é a pessoa responsável pela medição do rio Negro há mais de 20 anos e conta que esse prazo é necessário para analisar o comportamento do rio, uma vez que ainda é prematuro fazer qualquer tipo de afirmação sobre a descida das águas.

Ele sustenta o argumento com base na experiência adquirida ao longo dos anos em que viu a ação do chamado “repiquete”, subida repentina das águas.

Ele ressalta que o fenômeno ocorre quando o rio estabiliza, começa a descer e todos pensam que o rio está, de fato, na vazante. No entanto, o rio volta a subir, alçando novos níveis.

“Assim como o rio desceu três centímetros nos últomos três dias, ele pode começar a subir de uma hora para outra. Ele pode apresentar algumas variações nos próximos dias. Por isso, é preciso esperar um pouco mais para confirmar e ver se as alterações que poderão acontecer se concretizarão. Às vezes, o rio desce para, depois, subir novamente”, disse.