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Manaus pode ganhar programa de prevenção à obesidade nas escolas

Vereador propõe implantação de programa de prevenção à obesidade nas escolas da rede pública de ensino da capital 17/02/2012 às 10:14
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Escolas, ao invés de ajudar, contribuem para o aumento da epidemia da obesidade ao oferecer doces e salgados gordurosos
Ana Célia Ossame Manaus

Uma em cada três crianças brasileiras entre cinco e nove anos está acima do peso ideal; 10% das crianças e adolescentes estão acima do peso e 7,3% são obesas. Baseado nessa informação, o vereador Massami Miki apresentou projeto de lei na Câmara Municipal de Manaus (CMM) com o objetivo de implantar um programa visando a prevenção da obesidade nas escolas públicas da capital. 

A endocrinologista Auxiliadora Brito elogia a iniciativa e defende, inclusive, a adoção de advertências dos riscos de certos produtos alimentícios nas embalagens, a exemplo do que é feito nas carteiras de cigarro.

De acordo com o vereador, a causa dessa epidemia de obesidade está ligada, principalmente, ao uso excessivo de açúcar, sal e gorduras nos alimentos, conforme explicações de especialistas, que apontam a eficiência da educação e da prevenção quanto mais cedo for feita junto à população.

Urgência

Para a endocrinologista, o projeto é louvável e deve ser colocado em prática porque é preciso corrigir distorções nos hábitos alimentares que vêm sendo adotadas pela população, especialmente a mais jovem.  Segundo ela, práticas erradas de outros países estão sendo adotadas pela população até por conta da falta de uma política federal voltada para o esclarecimento sobre o consumo de determinados produtos nocivos para a saúde.

Ao lembrar que a preocupação com a obesidade vem ganhando espaço na mídia e já conta com a adesão de figuras importantes do cenário internacional como a mulher do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Michele Obama, a médica defende a adoção de advertências sobre os riscos para a saúde em alguns produtos alimentícios.

“Este produto pode causar arteriosclerose” seria uma das advertências que o Ministério da Saúde e a Agência de Vigilância em Saúde (Anvisa) deveriam destacar nas embalagens de alguns alimentos, explica a médica. Ela defende, também, a impressão de forma mais clara e visível da composição dos alimentos, porque a fórmula existente é muito acanhada.

Para Auxiliadora Brito, é preciso estabelecer uma política voltada para a prevenção da obesidade ainda na infância porque quanto mais cedo ocorrer, melhores resultados terá.