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Manaus registra 3 homicídios a cada dia, totalizando 54 mortes nos primeiros 15 dias do ano

A média é de três homicídios por dia na capital amazonense e, com base nesse cálculo, o mês poderá terminar com aproximadamente 90 assassinatos na cidade 19/01/2016 às 09:20
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As principais causas da morte são por envolvimento no tráfico de drogas, por motivo fútil, latrocínio e crime passional
Fábio Oliveira Manaus (AM)

O mês ainda nem acabou e o Instituto Médico Legal (IML) registrou, em Manaus, na primeira quinzena de janeiro, 54 homicídios por arma de fogo, arma branca e agressão física. Os dados estão disponíveis no livro de mortos do órgão, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. As principais causas da morte são por envolvimento no tráfico de drogas, por motivo fútil, latrocínio e crime passional.

A média é de três homicídios por dia na capital amazonense e, com base nesse cálculo, o mês poderá terminar com aproximadamente 90 assassinatos na cidade. O delegado Ivo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), informou que a vida das pessoas está cada vez mais desvalorizada e que estas estão morrendo por motivos banais e fúteis. Ele acrescentou que o latrocínio (roubo seguido de morte) teve um aumento considerado na capital amazonense.

“Brigas por motivo fútil junto com o tráfico são os motivos de muitas mortes. Não sei dizer qual está na frente, mas os dois estão equiparados. O crime passional vem em terceiro lugar e o latrocínio também teve um acréscimo e é possível que seja por conta do grande número de apreensões de drogas. Os traficantes ficaram descapitalizados e acabam tendo que ver a questão da droga no latrocínio”, explicou Martins.

Segundo o delegado, a função da DEHS é encontrar a autoria do homicídio e que, prender, é consequência. “Às vezes medem a produtividade pela quantidade de prisão, mas não é por aí. Somos (DEHS) responsáveis por encontrar a autoria do crime”, disse.

Martins disse também que a função da DEHS é encontrar a autoria do homicídio e que, prender, é consequência. “Às vezes medem a produtividade pela quantidade de prisão, mas não é por aí. Somos responsáveis por encontrar a autoria do crime”, disse. Para ele, cada caso é um caso e exige uma ampla investigação. “São muitos casos de homicídio e cada caso é tratado de maneira peculiar. Uns são mais fáceis, outros não e outros agente nem consegue elucidar”, explicou.

O delegado informou que, mesmo com o número grande de homicídios em Manaus, a DEHS está dando o melhor de si. “Tentamos dar o nosso melhor, apresentado presos à sociedade e, claro, queríamos resolver todos, mas não somos mágicos. Vamos trabalhando para conseguir resolver o maior número possível”, disse.

Prisões dos suspeitos de assassinato

No ano passado, somente a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) prendeu 181 pessoas envolvidas em homicídios, número que é três vezes maior que as prisões efetuadas nos dois últimos anos: em 2013, apenas 55 homicidas foram capturados pela especializada, seguidos de 147, em 2014.

De acordo com o secretário de Segurança Pública (SSP-AM), Sérgio Fontes, a produtividade da especializada praticamente triplicou no último ano, tirando das ruas criminosos responsáveis não só por uma morte, mas por várias.

De acordo com o titular da SSP-AM, ao menos 70% dos assassinatos ocorridos em Manaus no ano passado, tiveram  ligação com o tráfico de drogas.