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Manaus sedia Seminário que debate atendimento dos profissionais de saúde

O seminário, que está sendo realizado em Manaus, visa fortalecer a humanização nos serviços de saúde da região Norte. Humanização do SUS está em foco 21/03/2013 às 10:14
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O Seminário Norte de Humanização, que reuniu especialistas e profissionais da área da Saúde em Manaus, termina nesta quinta-feira (21)
Carolina Silva ---

Um dos relatos mais comuns da população que vai às unidades de saúde públicas dizem respeito às queixas na prestação dos serviços. Entretanto, a melhoria no atendimento oferecido aos usuários dos serviços públicos de saúde depende de uma série de desafios a serem superados. Um deles é a valorização dos profissionais da saúde, conforme apontou o coordenador de Política de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS), Gustavo Oliveira, durante o Seminário Norte de Humanização.

“A gente tem um movimento de gestores, trabalhadores e usuários do SUS no sentido de qualificar a atenção e não só garantir cobertura, mas também a qualidade. É também fundamentalmente ter relações de trabalho mais democráticas, os direitos do trabalhador, os processos de trabalho. É um cenário de desafios, um SUS que ainda não está bem consolidado entre a sociedade brasileira, mas estamos num caminho de mudança de percepção do nosso SUS”, avaliou o coordenador da PNH do Ministério da Saúde.

O seminário, que está sendo realizado em Manaus, visa fortalecer a humanização nos serviços de saúde da região Norte. O evento faz parte de uma série de seminários regionais que a PNH vem desenvolvendo desde o fim do ano passado para mapear o panorama da humanização nos diferentes Estados brasileiros.

A Política Nacional de Humanização completa este ano dez anos de atuação no SUS. A proposta é alterar a relação entre gestores, profissionais e usuários do SUS, de modo que cada um deles se reconheça como parte do sistema e contribua para a melhoria. 

Com um grupo de apoiadores atuando em todo o País, o trabalho da PNH se baseia no apoio institucional a secretarias municipais de Saúde (SMS), secretarias estaduais de Saúde (SES), hospitais, coletivos e regionais, além da formação de gestores, trabalhadores e usuários.

“As pessoas tendem a confundir a humanização que a gente fala baseada na política nacional de humanização com a qualidade de atendimento no serviço ou com o respeito ao usuário. É também isso. Só que a política é muito mais abrangente. A política nacional de humanização traz a questão do acolhimento, do usuário chegar na unidade de saúde e ter uma escuta qualificada pra se saber exatamente o que ele está precisando naquele momento. É isso que queremos transformar. O trabalhador do SUS está cuidando do usuário e ainda não tem uma política pública que ‘trabalhe’ esse trabalhador”, comentou a coordenadora de Humanização do Município, Ana Raman.