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Manaus sediará primeira pré-jornada mundial da juventude

Realizada pela primeira vez no Brasil, a Jornada Mundial da Juventude espera reunir 2 mil estrangeiros e amazonenses 10/08/2012 às 15:18
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Para o arcebispo de Manaus, dom Luiz Soares Vieira e o coordenador da Pastoral da Juventude Edney Mendonça, o evento servirá para os jovens 'entrarem no clima' da jornada em 2013
MILTON DE OLIVEIRA Manaus

Mais de 2 mil jovens do Amazonas estão se preparando para participar da 25ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá em julho do ano que vem, na cidade do Rio de Janeiro. O evento marca o encontro do papa Bento XVI, com a juventude do mundo inteiro. Na manhã de ontem, os organizadores das atividades em Manaus apresentaram a programação local, que começa no próximo mês, com a peregrinação da Cruz da Jornada, um dos símbolos do evento.

De acordo com a Pastoral da Juventude (PJ) da arquidiocese local, é a primeira vez que o Brasil vai receber a JMJ e as atividades em diversos municípios do Amazonas vão dar a oportunidade aos jovens de viver uma prévia do que vai acontecer em 2013. “Em reuniões, encontros, celebrações e vigílias, que acontecem no próximo mês, trataremos de temas atuais, que envolvem a juventude manauense e a sociedade como um todo. Falaremos de educação, indígenas, dos perigos pelos quais passam a juventude, e de problemas do transporte, da saúde e de outros setores”, disse o coordenador da PJ, Edney Santos Mendonça.

Ainda conforme o coordenador, as jornadas são realizadas de dois em dois anos, mas as atividades com a juventude acontecem todos os anos. “As atividades locais não estarão limitadas à juventude de Manaus e interior. Estamos esperando 5 mil jovens de várias partes do mundo, que ficarão em casas de famílias amazonenses para conhecer a realidade e os problemas de Manaus e, ao mesmo tempo, trocar experiências”, revelou Edney.

Além dos encontros que serão realizados na capital e em outros municípios, a coordenação do JMJ em Manaus está preparando shows com atrações nacionais e locais. “O show ‘Bote Fé’, que vai trazer grandes ícones da música religiosa e carismática para a cidade, a abertura no Encontro das Águas e caminhadas sobre a ponte Rio Negro, serão formas de chamar a atenção da população para o evento”, concluiu o assessor.

Histórico

Em 1984 foi celebrado, na Praça São Pedro, em Roma, o 1º Encontro Internacional da Juventude, com o papa João Paulo II. Na ocasião, o papa entregou aos jovens a cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ. No ano seguinte, foi declarado o Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março de 1985, houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e, no mesmo ano, o papa anunciou a fundação da Jornada Mundial da Juventude.

A primeira JMJ aconteceu em Roma e, a partir daí, os locais foram se alternando entre países da Europa, América e Ásia. Em toda América, somente Canadá, Estados Unidos e Argentina haviam recebido o evento. Agora, o Brasil é o escolhido para sediar o encontro entre o papa e os jovens de todo o mundo, que se encontrarão no Rio de Janeiro.

Mais informações podem ser obtidas pela página eletrônica amazonasnajmj2013.com.br.

Cinco mil estrangeiros interessados

Cerca de 5 mil jovens estrangeiros pretendiam participar da Jornada da Juventude, em Manaus para conhecer a realidade da população amazonense nas semanas que antecedem o encontro mundial, no Rio de Janeiro.

Grupos de ingleses, franceses, espanhóis, sul-americanos e até asiáticos manifestaram interesse, mas, segundo a Arquidiocese, a grande procura fez com que o número de vagas para jovens estrangeiros fosse limitada a 2 mil.

“Infelizmente, aqui em Manaus, não temos condições de receber esse número de jovens, porque a estadia deles aqui termina três dias antes da jornada mundial, no Rio. Seria impossível encontrar vagas para esses 5 mil jovens, mais os 2 mil amazonenses, nos voos para o Rio de Janeiro”, explicou dom Luiz Soares Vieira.

Segundo ele, os jovens devem ficar hospedados em casas de famílias amazonenses que se apresentaram como voluntárias.

Os locais que receberão os jovens devem ser divididos por idioma e os visitantes contarão com a ajuda de tradutores para se comunicar, alguns deles serão os próprios padres.