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Manaus terá nova fábrica de cimento

Polimix Concretos virá para atender a demanda de consumo local do setor da construção civil 28/08/2012 às 07:16
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Grupo Polimix produz o cimento Mizu e atua em 175 praças em 22 Estados
CINTHIA GUIMARÃES Manaus

A próxima reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado (Codam), que será realizada nesta quarta-feira (28), trará uma pauta de investimentos para o Polo Industrial de Manaus (PIM) de R$ 4,6 bilhões, a maior do ano. A implantação da fábrica de cimentos Polimix Concretos será um deles, que virá para atender a demanda crescente de insumos para a construção civil.

No entanto, 90% de recursos provenientes da pauta virão da Samsung Eletronics da Amazônia, que vai injetar R$ 4.150.660.118, na atualização de seus produtos fabricados no PIM, como telefones celulares e câmeras fotográficas.

Construção

A Polimix estima produzir 440 mil toneladas de cimento por ano. Serão investidos R$ 108 milhões pela empresa que pretende gerar 70 empregos.

A Polimix vem se juntar à Nassau que já fornece cimento para o mercado consumidor interno e reduzir, em parte, a importação do produto de países como a Venezuela e o Peru. Com a nova planta em Manaus, a empresa mineira passara a atuar em 23 Estados, com 176 filiais espalhadas pelo Brasil, além da Argentina, Colômbia e Bolívia.

A negociação para a vinda da Polimix vem acontecendo há um ano, por articulação da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), disse o secretário adjunto de Políticas Setoriais, Appio Tolentino. A chegada da Polimix vai permitir a instalação de mais quatro fábricas de insumos de cimento, agregadas do grupo. “A atração de investimentos é prioritária, é um processo longo de negociação”, ressaltou Tolentino.

O local para a fixação da unidade industrial ainda está indefinido, mas foram visitados terrenos na Torquato Tapajós e em Iranduba, Região Metropolitana de Manaus (RMM).

O setor da construção civil será reforçado ainda com a implantação da fábrica IPA - Indústria de Pisos Amazônia LTDA, que irá produzir pisos de madeira, em Iranduba.

“O que chama a atenção nessa pauta é o setor da construção civil, já que vai gerar mais empregos indiretos. O efeito multiplicador é grande, o triplo da mão de obra direta”, afirmou o secretário executivo da Seplan.

Isenção fiscais, incentivos financeiros e segurança jurídica são as condições levadas pela secretaria na hora de atrair investidores para a Zona Franca. Tolentino informou que todos que vendem para a construção civil, por exemplo, ganham 75% de restituição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação reduzidos.

 Governo estuda novo distrito

A expansão de unidades fabris para a Região Metropolitana ainda é vista com receio pelos investidores, porque não garante as mesmas vantagens fiscais para o empresário como se fosse em Manaus, explicou o secretário executivo de Políticas Setoriais da Seplan, Appio Tolentino.

Para isso, o Governo do Estado, por meio da Seplan, está elaborando um estudo para levantar áreas em Manaus e região vizinha, que servirão para a implantação de novos parques industriais. “Estamos estudando possibilidades há quatro meses. Pode ser através de parcerias público-privadas ou novas áreas da união”, informou Tolentino.

O problema de terrenos só será minimizados com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estende os benefícios fiscais do Polo Industrial de Manaus (PIM) para a Região Metropolitana. A PEC foi uma promessa da presidente Dilma Roussef, em 2011, durante a inauguração da Ponte Rio Negro. Porém, ainda dormita no Congresso Nacional.