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Marcas regionais: Amazônia em novas vitrines

Empresa do Amazonas mostra que é possível conquistar clientes no Brasil e no exterior com artigos produzidos a partir de matérias-primas da região. 30/06/2012 às 20:42
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Shubert Júnior faz questão de participar de feiras nacionais e internacionais para buscar oportunidades de negócio
Priscila Mesquita Manaus

Fabricar produtos com matérias-primas regionais e inseri-los nos mercados brasileiro e internacional não é tarefa fácil. Além de qualidade e preço competitivo, o empreendedor precisa de parceiros comerciais para vender os produtos a um público maior.

 Em Manaus, algumas empresas de cosméticos, artesanato, biojoias e alimentos já deram os primeiros passos nessa direção, aproveitando a marca “Amazônia” para agregar valor ao portfólio. Uma delas é a Pharmakos da Amazônia, indústria que atua nos segmentos de cosméticos e alimentos.

O diretor financeiro da empresa, Shubert Júnior, explica que a cada mês os produtos chegam a 15 Estados do Brasil, dentre os quais estão São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul. A comercialização acontece tanto de forma direta (da fábrica para o varejo) como por meio de representantes e distribuidores.

Segundo o empresário, uma das estratégias usadas para ampliar os pontos de venda é a participação da empresa em eventos nacionais e internacionais.

“Todos os anos conquistamos locais de venda em outras regiões. Para tanto, participamos de quatro feiras internacionais e de quatro no Brasil anualmente”, ressalta.

Os compradores de outros Estados respondem por 60% do faturamento da Pharmakos. Os principais mercados são os Estados do Pará, São Paulo, Maranhão, Rio de Janeiro e Paraíba,  que adquirem, em maior volume, os produtos Ice Gel, Intimus Derms e Óleo Elétrico.

“Nossa meta para 2012 é crescer 30% sobre 2011. A nova linha Anauá da Amazônia, que lançamos em maio, é um dos fatores que contribui para esse desempenho”, observa o diretor Shubert Júnior.

Superação de Fronteiras

De acordo com informações da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), há um grupo de empresas locais que consegue vender seus produtos no Brasil e no exterior. Nessa lista estão empresas de cosméticos, como Harmonia Nativa (vende para Estados brasileiros e Holanda), Emporio e Aromas e Pharmakos; e de biojoias, como Rita Prossi e Flor Silva (vende para Portugal e Espanha).

Para avançar no mercado, as organizações citadas precisaram superar uma série de desafios, tais como o fornecimento regular de matéria-prima, padronização das etapas de produção, ampliação da escala, divulgação do produto, identificação de parceiros comerciais e manutenção do fluxo de caixa positivo. No caso das exportadoras, há ainda as exigências do local de destino, como certificados e exames que atestam origem e qualidade dos produtos exportados.