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Março fechou com Cesta Básica 1,77% mais cara em Manaus

A pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), avaliou o valor frente ao mês de fevereiro  revelou que o feijão, conhecido como o vilão na hora das compras, cedeu espaço para a banana, que foi o produto que mais sofreu alta, custando em março 15,38% 09/04/2012 às 12:38
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Conforme pesquisa do Dieese, a banana apresentou forte alta em Manaus e foi o vilão do mês. No ano a banana acumula (12,10%) e está 42,52% mais cara em 40 meses
JOELMA MUNIZ Manaus

Após sofrer queda de (-2,16%) em fevereiro deste ano, o valor da Cesta Básica em Manaus apresentou alta de (1,77%) em março. Segundo pesquisa mensal realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor passou de R$ 252,93, para R$ 257,41.

A elevação do valor também se deu na comparação anual. Em março de 2011 o valor dos 12 itens que compõem a Cesta ficou na Casa R$ 251,38. O Dieese revelou ainda, que Manaus ocupa o 5º lugar no  Kankig das Capitais do país com os maiores preços no valor dos alimentos pesquisados.

Dessa vez o feijão que é conhecido como o vilão na hora das compras, cedeu espaço para a banana, que foi o produto que mais sofreu alta, custando em março (15,38%). Conforme a pesquisa o produto apresentou forte alta em Manaus e foi o vilão do mês. No ano a banana acumula (12,10%) e está 42,52% mais cara em 40 meses.

Mesmo não liderando a alta, o feijão ocupou a segunda colocação, tendo alta de (12,53%), o item foi seguido da farinha (7,21%), da manteiga (2,68%), do arroz (2,01%), do pão (1,24%) e do óleo (0,68%).

Tomate barato

Itens que geralmente figuram entre os mais caros; o tomate, e a carne, apresentaram baixa no último mês. A redução foi de (-3,41%), e (-0,87%) respectivamente.

O leite, o açúcar e o café não tiveram seus preços alterados no mês pesquisado. Porém estes produtos acumulam alta considerável ao longo dos últimos 40 meses. 19,25%, 89,11% e 24,46%.

Veja os preços da Cesta Básica pelo Brasil

Os preços do conjunto de produtos alimentícios essenciais mantiveram, em março, tendência de queda. Variações negativas foram apuradas em 11 das 17 cidades onde o Dieese realiza sua pesquisa mensal.

As principais retrações ocorreram em Goiânia (-6,73%), Vitória (-2,60%), Rio de Janeiro (-2,55%) e Porto Alegre (-2,01%). Os aumentos foram registrados em capitais do Nordeste e Norte do país: Salvador (3,60%),

Aracaju (2,03%), Manaus (1,77%), Recife (1,68%), João Pessoa (0,89%) e Natal (0,36%).

Mesmo com recuo de 1,19% no custo dos gêneros de primeira necessidade em São Paulo, a cesta básica da capital paulista continuou a ser a mais cara, em março, com valor de R$ 273,25, ainda bem mais alta que nas demais localidades: Porto Alegre (R$ 264,19), Belo

Horizonte (R$ 260,93) e Vitória (R$ 260,23). Aracaju (R$ 192,41), apesar do aumento no mês, continuou a apresentar o menor custo, seguido por Fortaleza (R$ 211,39), única cidade do Nordeste onde houve retração no preço da cesta.

Após dois meses nos quais o custo da cesta predominantemente caiu, nove capitais registram, entre janeiro e março, variação acumulada negativa, com destaque para Vitória (-5,50%), Goiânia (-5,09%) e Porto Alegre (-4,58%). Dentre as oito localidades onde o preço da cesta subiu, os destaques foram para localidades nordestinas: Aracaju (5,59%), João Pessoa (5,06%), Recife (3,29%) e Natal (3,13%).

Em doze meses – entre abril de 2011 e março último – 11 capitais tiveram aumento no custo da cesta, com as maiores elevações apuradas em Recife (6,35%), Belém (5,29%), João Pessoa (5,20%) e Belo Horizonte (4,89%). Seis capitais apresentaram variação acumulada negativa, com destaque para Natal (-6,75%) e Salvador (-4,01%).