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Manaus
Estrategistas

De olho no Enem, escolas públicas ou particulares intensificam rotina de alunos do 3º ano

Na maratona de estudos, alunos criam suas estratégias para ter um bom desempenho na prova 07/05/2016 às 19:48 - Atualizado em 08/05/2016 às 12:25
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Sara Batista, 16, reune os amigos da escola para estudar em casa. (Evandro Seixas)
Kelly Melo Manaus (AM)

Para encarar a maratona de mais de 9 horas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016, os candidatos precisam estar com a mente e a caneta afiados para os dois dias de provas, em outubro. Mas, para isso tudo dar certo, os estudantes devem se organizar desde já e montar, o quanto antes, suas estratégias de estudos para conseguirem realizar o sonho de entrar na universidade.

Finalista do ensino médio na escola estadual Roderick Castelo Branco, no São José, na Zona Leste, Sara Batista da Costa, 16, sabe da responsabilidade que tem e procura deixar sua agenda de estudo em dia, “atirando para todos os lados”: além das aulas normais, a estudante complementa as atividades com grupos de estudos, cursinho pré-vestibular ou estuda sozinha, em casa. “A minha prioridade é fazer reforço em português e matemática porque são  as disciplinas mais puxadas. Estou fazendo cursinho também e, às vezes, reúno algumas amigas para revisar as disciplinas. Está valendo tudo”, disse  ela, que pretende cursar jornalismo.

Sacrifícios

Apesar de não poder pagar cursinho ou aula particular, o estudante Ronaldo da Gama Carneiro Júnior, 18, está focado. O objetivo de entrar para a faculdade de Direito é tão forte que ele decidiu até abrir mão do trabalho de carteira assinada no Distrito Industrial para se dedicar aos estudos. Ele quer ser o primeiro universitário da família. “Sempre estou pesquisando sites que possam me auxiliar, além dos livros. Como estudo à tarde, todas as manhãs eu procuro estudar uma disciplina diferente e, quando tenho dúvidas, recorro à internet ou pergunto do professor, na sala de aula”, explica.

Assim como Sara e Ronaldo, milhares de alunos das redes pública e particular estão prestes a encarar o Enem. Mas como nem todos possuem os mesmo recursos, cada escola desenvolve formas para fazer com que os alunos tenham um bom desempenho no exame. 

Aulões do Enem

Gestora da escola Roderick Castelo Branco há sete anos, Roseane Vargas afirma que não existe uma fórmula perfeita, porém, umas de suas apostas tem sido o projeto “Aulões do Enem”: todos os sábados, os alunos do 3º ano são convocados a participarem das aulas que são transmitidas pela Central de Mídias da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), além da formação de grupos de estudos paralelos às atividades de classe. 

“Aqui na escola os professores procuram levar os conteúdos dos vestibulares para a sala de aula para preparar esse aluno. Além disso, nós realizamos oficinas de redação, grupos de estudos e agora estamos até com aulas aos sábados. Nossa meta é que todos os nossos alunos do 3º ano ingressem na universidade”, afirmou ela. Dos 1,8 mil alunos do Ensino Médio, 520 estão no último ano.

O estudante Antônio Carlos Dantas Oliveira, 17, é um dos que aproveita os aulões do Enem para tirar dúvidas e reforçar o conteúdo estudado em sala de aula. “Todos os dias eu tiro mais de duas horas para estudar em casa. E prefiro estudar  só porque me concentro mais”, afirmou ele, que abriu mão das partidas de futebol com os amigos para se dedicar exclusivamente ao Enem. “A semana inteira é assim e final de semana ainda venho para escola. Essa é a minha chance de entrar para a faculdade e não posso desperdiçá-la, então, tenho que estudar e estudar”, afirmou ele que pretender cursar sociologia ou filosofia. 

"Sem refresco"

Nas escolas Idaam, os alunos também possuem um ritmo intenso de atividades extra-classe.  De acordo com a coordenadora pedagógica, Ludmylla Gonçalves, uma das mudanças estabelecidas pela instituição neste ano foi manter os alunos finalistas com nove tempos de aulas, duas vezes na semana. “A prova do Enem não é difícil, mas ela exige mais resistência e psicológico. Por isso nós transformamos o Ensino Médio em semi-integral para preparar o aluno para aguentar mais tempo para fazer a prova, afinal resolver 90 questões em 4h30 é cansativo”, explicou.  

Além disso,  a educadora afirma que é importante os alunos criarem tabelas para estabelecer metas de estudos ao longo da semana e, assim, revisar os conteúdos das provas. “Tem que fazer os exercícios, buscar material de apoio e fazer as provas anteriores pelo menos três vezes, porque isso ajuda a fixar o conteúdo”, orienta ela.