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Médicos de Manaus operam com técnica menos invasiva

Em Manaus, já é possível trocar a válvula mitral do coração com o uso de videotoracoscopia 20/05/2012 às 17:54
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Silas destaca que o tempo de recuperação do paciente é mais rápido do que numa cirurgia com abertura de tórax
Ana Célia Ossame Manaus

A analista de Recursos Humanos Márcia Regina Rodrigues dos Santos, 37, submeteu-se, no início deste mês, a um procedimento cirúrgico cardíaco inédito em Manaus. Por meio de uma cirurgia minimamente invasiva, por videotoracoscopia, ela recebeu uma nova válvula mitral, em procedimento feito em Manaus pelos cirurgiões cardíacos Silas Fernandes, 45, e Antônio Osman da Silva, 34.

Indicada para pessoas com insuficiência cardíaca pelo mal funcionamento da válvula, a cirurgia convencional exige a abertura do tórax, o que demanda não só um período longo de cirurgia, mas também um pós-operatório muito prolongado. Já pela videotoracoscopia, ainda que a duração do procedimento seja longa da mesma forma, o paciente tem um pós-operatório mais curto, sendo liberado do hospital em até dez dias.

O exemplo de Márcia é clássico. Ela teve febre reumática aos nove anos de idade e não recebeu o tratamento correto. Em vez de antibióticos, foi medicada com aspirina, o que acabou mascarando o problema. Aos 27 anos, no entanto, voltou a sentir cansaço extremo, mal estar e arritmia cardíaca. “Os exames comprovaram o comprometimento da válvula, mas os médicos disseram que poderia fazer o procedimento cirúrgico em até dez anos”, disse ela, que resolveu esperar, principalmente por pensar na enorme cicatriz que teria após o procedimento cirúrgico tradicional. Márcia, no entanto, foi medicada com antibióticos e mudou seus hábitos de vida, iniciando a prática de atividade física. “Isso, no entanto, não foi suficiente e aos 37 anos voltei a sentir o cansaço e tive que fazer a cirurgia”, disse.

A notícia de que a cirurgia seria por videotoracoscopia foi uma surpresa para ela, que tinha sido avisada pelo médico da possibilidade. Ela entrou no centro cirúrgico do dia 2 de maio para a preparação às 10h. Os procedimentos só começaram ao meio dia e concluídos às 18h. “Passei três dias na Unidade de Terapia Intensiva e cinco no hospital, de onde saí com orientação para atendimento com fisioterapeuta”, observou. “Fiquei muito feliz em poder experimentar essa nova técnica e saber que posso agora subir, descer escadas e até fazer caminhadas, de forma moderada”, argumentou.