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Médicos pedem regularização de salários atrasados em protesto na sede do Governo

Segundo a diretora de comunicação do Simeam o ato também tem como objetivo chamar a atenção da população em geral sobre a saúde pública, que deve ser tratada como prioridade 07/10/2015 às 12:30
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Médicos pedem a regularização de salários atrasados em protesto na sede do Governo
silane souza ---

Quase 30 médicos fizeram um protesto na manhã desta quarta-feira (7) em frente a sede do Governo do Estado, na av. Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste. Entre as reivindicações da categoria está a regularização de salários, que está atrasado há três meses, segundo o Sindicado dos Médicos do Amazonas (Simeam).

Segundo a diretora de comunicação da entidade, Patrícia Sicchar, o ato também tem como objetivo chamar a atenção da população em geral sobre a saúde pública, que deve ser tratada como prioridade em qualquer governo, mas não está sendo pelo Governo do Estado.

Os médicos fizeram sua parte, reduziram 10% da sua mão de obra para o governo economizar e o governo não fez a parte dele. O médico é um cidadão trabalhador que também precisa honrar as suas dívidas. E o nosso trabalho desde julho ainda não foi pago, declarou.

Além da regularização dos salários, Patrícia destacou que a categoria também reivindica melhorias nas condições de trabalho e segurança nas unidades de saúde. 

A situação está ficando insustentável e a gente precisa despertar a sociedade para o que está acontecendo. Nós trabalhamos hoje no limite técnico, muitas vezes precisamos de insumo,  como antibiótico e não tem. Você precisa as vezes fazer mágica para salvar o paciente, relatou Patrícia.

De acordo com o Simeam, mais de três mil médicos da capital estão com os salários atrasados há três meses. Eles querem uma reunião com o governador para debater sobre o assunto. Até o momento, o governo ainda não se manifestou.

Resposta da Susam

A Secretaria de Estado da Saúde (Susam), por meio de nota, informou que não há nas unidades de saúde qualquer registro de falta de material e medicamentos, como antibióticos, ou outro item que venha a comprometer o trabalho dos profissionais da saúde.

O órgão esclareceu, ainda, que está aberta ao diálogo e que ontem, inclusive, o secretário da pasta, Pedro Elias, conversou com o presidente do Sindicato dos Médicos, Mário Viana.

Quanto aos pagamentos de salários, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) informou que não procede a informação de atraso de três meses para pagamento de cooperativas médicas de urgência e emergência.

A Sefaz assegurou que alguns pagamentos não foram realizados no prazo em razão de transição da gestão na Susam, o que atrasou o trâmite burocrático para liberação de recursos. A Sefaz garantiu, ainda, que todas as pendências salariais serão regularizadas até sexta-feira (9).