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Manaus
greve médicos

Médicos vão entrar com recurso para continuar com movimento grevista

Médicos que atendem na  rede pública de saúde estiveram reunidos na manhã desta quinta-feira(19), no auditório do Pronto Atendimento Médico (PAM) da Codajás. 25/01/2012 às 07:15
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Estimativa do Sindicato dos Médicos é de que 600 profissionais aderiram ao movimento
Cassandra Castro Manaus

A greve dos médicos deflagrada na última segunda-feira(16) já entra no quarto dia e os médicos ainda aguardam um posicionamento das Secretarias municipal e estadual de saúde em relação às reivindicações da categoria.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mario Vianna, nenhuma proposta foi apresentada pelos gestores da saúde pública do município e do estado até o momento.  Vianna comentou as notícias veiculadas na imprensa nos primeiros dias do movimento de que a adesão dos médicos teria sido tímida. Segundo ele, muitos dos profissionais também trabalham em hospitais particulares e , às vezes, não podem estar presentes às convocações relacionadas à paralisação.

A estimativa do Simeam é de que cerca de 600 médicos tenham aderido à greve. Os principais motivos da greve são o reajuste salarial de acordo com o piso nacional e a ausência de condições dignas de trabalho apontadas pelos médicos:  Os hospitais estão com sobrecarga de pacientes, faltam instrumentos de trabalho, médicos são perseguidos, bases de ambulâncias são invadidas e assaltadas por falta de segurança, contratos de trabalho são precários e sem estabilidade.

A proposta do sindicato é a adoção do piso nacional no valor de R$ 9.188,22, pela jornada de 20 horas semanais. Isso de forma escalonada, em 18 meses.

Nota da Semsa
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informa que o atendimento nas unidades da Prefeitura de Manaus, nesta quinta-feira (19), está sendo realizado sem interrupções. A adesão da categoria à paralisação dos médicos mantém-se em torno de 11%. Os gestores das unidades foram orientados a adotar todas as medidas necessárias – incluindo o remanejamento de profissionais –, para assegurar o atendimento à população e evitar maiores prejuízos.

A Semsa continua monitorando os efeitos da paralisação e todas as medidas estão sendo adotadas para assegurar o atendimento aos usuários. A Semsa conta com 969 médicos. Desse total, 152 atuam na Maternidade Moura Tapajóz e no SAMU, unidades de urgência e emergência que, pela natureza dos serviços, não estão inseridas no movimento.

Os servidores da SEMSA possuem Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCSS) e a atual administração, desde que assumiu, em 2009, vem cumprindo rigorosamente com a data-base da categoria, o que não era feito antes. No acumulado dos últimos três anos (2009-2011), os servidores da saúde (incluindo os médicos) foram contemplados com reposição salarial de 17%.