Publicidade
Manaus
Manaus

Melhor escola premiada pelo FNDE é da Região Norte

Escola Estadual Waldemiro Lustoza é a melhor da Região Norte em projetos inovadores visando a conservação do livro didático, ela foi escolhida em um concurso promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) 23/03/2012 às 07:32
Show 1
Alunos e pais participam de oficinas nas quais recebem orientações para cuidar dos livros ou reparar aqueles que sofreram algum tipo de avaria
ana celia ossame Manaus

A valorização e o cuidado com os livros didáticos é a receita da Escola Estadual Waldemiro Peres Lustoza, situada no bairro da Compensa 3, Zona Oeste de Manaus, para reconhecimento nacional. No último dia 16, em Curitiba, a escola foi a escolhida como a primeira da região Norte no concurso “Ações Inovadoras no Livro Didático”, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério da Educação (MEC). O trabalho premiado é  voltado para a manutenção e recuperação dos livros usados pelos mais de mil estudantes da escola.

Na Região Norte onde, de acordo com dados oficiais, perde-se mais de 20% dos livros por conta do mau uso, a premiação, segundo a gestora da escola,  Ione Bezerra, é um incentivo para intensificar o projeto iniciado há três anos. Como prêmio, a escola recebeu uma placa e a doação de 200 livros.

Encapamento
O trabalho na escola, que faz parte da coordenadoria Distrital 4, coordenado pela professora Angélica Matilde, é feito em oficinas.

“Temos a Oficina Dr. Maluquinho com atividades com fantoches para orientar as crianças e adolescentes nos cuidados e também a oficina de encapamento”, explicou a gestora. 

Como as aulas começaram há poucas semanas, o projeto ainda está sendo preparado este ano, com a fiscalização nas salas para verificação da condição dos livros e a necessidade ou não deles irem para a oficinas. Se depender de Ádria Santos da Silva, 11, aluna do 5º ano do ensino fundamental, os livros recebidos ficarão em bom estado.

“Sei que tenho que cuidar, como virar as páginas, não amassar”, diz ela, que divide a mesma opinião com Juliana Gomes da Silva, 12, também aluna do 5º ano. Lorran Lima da Silva, 7, do 2º ano, mostra como manusear o livro, revelando ter aprendido as lições da escola. “É importante cuidar bem do livro para não rasgar”, disse.

“Quando verificamos livros em condições ruins, levamos para as oficinas onde as mães e pais recebem papel e cola e, junto aos filhos, participam do processo de encapar e recuperar os livros”, contou Ione, revelando que os resultados são muito positivos na redução dos danos causados aos livros didáticos. 

Ao destacar os inúmeros projetos desenvolvidos na escola voltados ao meio ambiente e à redução do índice de violência, que é elevado naquela zona da cidade, a gestora e todos na escola estão felizes com os resultados até aqui obtidos. Um deles é o da Biblioteca Stella Lustoza, que tem dois mil exemplares de livros didáticos e paradidáticos  usados pelos alunos e a comunidade, frequentadora daquele espaço.

“Os nossos alunos e os visitantes aprendem que os livros são amigos, por isso têm que ser bem cuidados e conservados”, finaliza.
    
162 milhões de livros didádicos foram distribuídos este ano pelo MEC. Órgão já começou campanha pela conservação dos livros nas escolas de todo o País.

15% é a taxa nacional de perda de livro didático, informa o FNDE.  As regiões Sul e Sudeste são as que registram as menores perdas, em torno de 10% do total.

Sem anotações
Não fazer anotações ou marcações nos livros.  Não folheá-los  com as mãos sujas.

Sem marcações
Nunca fazer “orelhas” para marcar páginas, pois provocam o rompimento das fibras do papel;  Não virar as páginas do livro com os dedos umedecidos com saliva;

Modo de pegar
Quando tirar um livro da prateleira, não o puxe pela parte superior da lombada, pois isso danifica a encadernação.

Cuidados com cópia
Evitar tirar cópia dos volumes encadernados danificando não só a encadernação, mas também o papel.