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Membros da CMM querem saber se obra vem facilitando mortes na Ponta Negra

Em quase três meses, doze mortes foram registradas no Balneário da Ponta Negra, uma média de uma morte a cada sete dias 29/10/2012 às 17:57
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Famílias com crianças banham-se em local no qual a areia ainda não está compactada
Ana Carolina Barbosa Manaus

Em 88 dias, doze mortes foram registradas no Balneário da Ponta Negra, localizado na Zona Oeste da capital amazonense. O tema foi abordado durante audiência pública, realizada na tarde desta segunda-feira (29/10), na Câmara Municipal de Manaus (CMM)), e resultou no agendamento de uma visita ao local, por membros da Comissão de Serviço Público da Casa e técnicos, no próximo domingo. O objetivo é avaliar se a obra realizada pelo executivo para a criação da praia artificial vem facilitando as mortes.

Os incidentes foram contabilizados desde que a nova praia artificial foi inaugurada pela Prefeitura de Manaus, segundo dados oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBM-AM). Durante a audiência desta segunda (29), participaram membros do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Corpo de Bombeiros e da Organização não Governamental (ONG) Anjos da Vida, entre outros.

De acordo com o autor da proposta de audiência, vereador Waldemir José (PT), a visita será realizada em parceria com Corpo de Bombeiros, Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e até do Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam).

A ideia, segundo o parlamentar, é percorrer trechos do rio Negro de barco para analisar a profundidade e regularidade do solo na área de modo a identificar eventuais problemas os quais podem estar facilitando as mortes registradas periodicamente no local.

Se considerado o número atual, está sendo registrada uma morte a cada sete dias (uma semana) na Ponta Negra, algumas delas, segundo a prefeitura divulgou recentemente, podem ter como causa a negligência de banhistas os quais podem ter consumido bebida alcoólica em excesso no local.

Visita

A visita acontecerá às 15h e, em seguida, será elaborado um relatório que, dependendo do resultado, poderá ser encaminhado às autoridades competentes para a adoção de medidas, Corpo de Bombeiros – para o aumento do número de salva-vidas no local – e Ministério Público Estadual (MPE-AM), para apurar quem são os responsáveis pelos eventuais problemas detectados.

“A primeira pergunta é se a obra propicia as mortes por algum motivo. Depois, se gerou uma estrutura que facilite as mortes”, enfatizou Waldemir.