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Michel Temer diz que ações conjuntas entre Forças Armadas e PF aumentaram apreensões nas fronteiras

Após a conclusão da “Operação Ágata 4”, será deflagrada a “Operação Sentinela”, a qual envolverá 18 órgãos civis os quais terão a missão de coibir a criminalidade na fronteira do Norte 14/05/2012 às 22:07
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Michel Temer informou que a ação conjunta das Forças Armadas e Polícia Federal tende a reduzir os índices de criminalidade nas regiões de fronteira
Ana Carolina Barbosa e Florêncio Mesquita Manaus

Em 2011 as apreensões de drogas na região de fronteira bateram recorde, segundo informações do vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) e o ministro da Defesa, Celso Amorim. Embora não tenham citados os números reais, ambos atribuíram o feito às ações integradas de Polícia Federal (PF) e Forças Armadas, a exemplo do que vem ocorrendo hoje em decorrência da “Operação Ágata 4”. Deflagrada no último dia 2, com previsão de duração de três semanas e abrangência de 5 mil quilômetros de faixa de fronteira do Brasil, a ação vai da localidade Cucuí, no Amazonas, à cidade de Oiapoque, no Amapá.

Durante o dia de hoje (14/05), o vice-presidente e o ministro estiveram no estado do Pará na ocasião da divulgação do balanço parcial feito por militares à frente da operação naquela área. Ocasião semelhante acontecerá amanhã, às 13h30, no Comando Militar da Amazônia (CMA), localizado no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus, também com a presença de autoridades.

Segundo o vice-presidente, a Operação Ágata, desde sua primeira edição, não vinha seguindo ritmos precisos nas atividades, algo que não ocorreu na 4ª edição, citada por ele como a mais completa, já que tem a maior extensão, sendo a primeira vez em que ela cobre toda a faixa de fronteira do Norte do País.

Já o ministro da Defesa, Celso Amorim, frisou que a “Ágata” começou como um mecanismo de combate ao descaminho (contrabando), além do tráfico de drogas e o garimpo ilegal, este último presente, hoje, em boa parte da região de atuação dos militares. Contudo, a operação acabou sendo também de cunho social, a partir do atendimento médico, que vai desde consultas até intervenções cirúrgicas e serviço odontológico, realizados pela Marinha e Exército por meio de barcos itinerantes. Alguns deles equipados, inclusive, com mamógrafos e aparelhos para a realização de ultrassonografia.

Na localidade de Tiriós, no Pará, próximo à fronteira com o Suriname, foi possível, a partir de relato de moradores, mensurar a importância do atendimento, já que algumas mulheres que lá residem nunca tiveram acesso a um ginecologista ou pediatra e pediram que o serviço se tornasse permanente.

Apresentação

Com a explanação dos militares, há de se destacar a atuação do Exército, principalmente, no deslocamento em terra e atendimento médico. Já a Marinha, vem desenvolvendo atividades de patrulhamento dos rios e abordagem de embarcações, e a Aeronáutica, a identificação de pistas de pouso clandestinas usadas para abastecer os garimpos ilegais.

Conforme os dados apresentados, foram localizadas, até o momento, cinco pistas clandestinas, das quais uma foi destruída por bombardeio. Para as demais, será necessária a adoção de estratégias terrestres, já que estão localizadas em áreas próximas a residências. Isso porque, ao bombardear uma delas, foi aberta uma cratera de aproximadamente dez metros, o que leva a crer que nova tentativa nas demais pistas atingiria as casas construídas nas adjacências.

Nova operação

Conforme informações do ministro da Defesa, é notório durante este tipo de operação, que há uma queda no índice de criminalidade na região de fronteira em função da presença das forças armadas.

Por conta disso, após a conclusão da “Operação Ágata 4”, coordenada pelo Ministério da Defesa, será deflagrada a “Operação Sentinela”, a qual envolverá 18 órgãos civis os quais terão a missão de coibir a criminalidade na fronteira do Norte.