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Microempresário admite que ocupou área irregular e abandona lote em invasão

Ele é um dos milhares que se apossaram de um terreno de aproximadamente 160 mil metros quadrados, destinado à expansão do Pólo Industrial de Manaus (PIM), no Distrito Industrial 2  17/04/2015 às 20:26
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Na ocupação, Flávio Ramiro pretendia montar uma loja de material de construção, mas teve que cancelar os planos
nelson brilhante ---

Nada como reconhecer o erro. O microempresário Flávio Ramiro, 26, além de admitir que ocupou, ilegalmente, uma área de terra federal, de propriedade da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no final do ramal Água Cristalina, Zona Leste, ao contrário da maioria, aceitou pacificamente abandonar o lote.

Ele é um dos milhares que se apossaram de um terreno de aproximadamente 160 mil metros quadrados, destinado à expansão do Pólo Industrial de Manaus (PIM), no Distrito Industrial 2.

“A madeira eu vou levar para guardar na casa da minha mãe. Eu pedi para o motorista do trator só encostar no barraco que eu ia aproveitar a madeira. Eles confiaram e eu estou cumprindo o que prometi. Era um depósito de material de construção. Mesmo sem terem feito notificação antecipadamente eu estou saindo consciente de que essa terra já tem dono. Nós, aqui dessa etapa, não somos aproveitadores, não vendemos os lotes”, argumenta Ramiro.

Segundo ele, naquele trecho, onde as famílias já estão há mais de um ano, a convivência era pacífica e já havia inclusive atendimento dos órgãos públicos, principalmente os ligados à saúde.

A reintegração de posse da área denominada “José Melo 2”, iniciada na quinta-feira, foi marcada por vários momentos tensos e violentos, que cessaram por volta das 11h, quando uma forte chuva afastou os ocupantes. Antes,  alguns jovens jogaram pedras na polícia. Policiais do Batalhão de Choque apontavam as armas para os adolescentes e disparavam tiros de bala de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, ferindo alguns moradores.

Pedido oficial

De acordo com a líder, do “Movimento Social de Moradores de Áreas de Risco”, Cristina Costa,  na segunda-feira o grupo tentará entregar um documento a um represente do Governo Estadual, com as reivindicações detalhadas. “Ou eles cedem a terra pra gente ou dão apartamentos. Queremos uma resposta do governo, pois precisamos de um lugar pra morar”, disse ela.

Acordo

Segundo a presidente do “Movimento Social de Moradores de Áreas de Risco”, Cristina Costa, as famílias firmaram um acordo com as forças policiais: os invasores não retornariam ao local até obterem uma resposta das reivindicações feitas ao Governo, na manifestação de ontem em frente ao Palácio do Governo, no bairro Compensa, Zona Oeste.