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Microempresas do Amazonas em pauta

Governo e Sebrae se unem para melhorar o crescimento dos micro e pequenos negócios e reduzir a burocracia no setor 29/01/2013 às 08:36
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Panificadoras e lanchonetes vêm buscando apoio e estrutura para se desenvolverem no ramo micro e pequenas empresas
LUANA GOMES ---

As micro e pequenas empresas mostraram resultados positivos para a economia do Estado, apesar dos efeitos da crise econômica. Os registros de empresas de pequeno porte saíram de 583 em 2011 para 598 em 2012, com base em dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Já os empresários que faturam até R$ 360 mil por ano responderam por 78% dos 6,65 mil novos empreendimentos anotados na Junta Comercial do Estado (Jucea).

A importância do setor é um motivo para que o Governo Federal, em parceria com os representantes dos Estados e municípios, além de outros órgãos, se mobilize para criar uma “Agenda Nacional de Desenvolvimento e Competitividade das Micro e Pequenas Empresas 2013-2022”. Hoje, a partir das 14h, uma reunião será realizada no auditório do Sebrae, com intuito de permitir esta primeira troca de informações e promover ajustes no atual ambiente de negócios.

A chefe do Departamento de Micro e Pequenas Empresas que funciona na Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan), Judith Sanches, disse que estas oficinas vão ocorrer em todas as regiões. Segundo ela, atualmente, o Estado já procura formular políticas públicas para oferecer um ambiente que estimule a performance deste setor. “Por isso a ideia de implantar a Rede Sim no Amazonas, que vai fazer com que haja uma integração das informações e permita este licenciamento sem democracia”, explicou.

As palavras da vez, no caso da Rede, são simplificação, desburocratização e integração do processo de registro e legalização de empresários e pessoas jurídicas no âmbito da União, Estados, Distrito Federal e Municípios.

Burocracia

De acordo com a gerente da Unidade de Articulação em Políticas Públicas (UAPP) do Sebrae, Lamisse Cavalcanti, os resultados apontados pelo setor poderiam ser melhores, embora sejam impedidos pelo excesso de burocracia e, em alguns, a falta de gestão qualificada.

Ainda assim, Lamisse ponderou que, nos dois últimos anos, a abertura das micro e pequenas empresas cresceu em virtude da crescente oportunidade de negócios através da segmentação dos produtos e serviços. “A facilidade no crédito, aquecimento nos negócios e a proximidade da realização dos grandes eventos, como a Copa 2014, constituem-se como motivos para esse crescimento”, pontuou.