Publicidade
Manaus
Manaus

Ministro da Fazenda promete medidas para ajudar a Zona Franca de Manaus

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai à CAE do Senado e diz que há medidas para ajudar a ZFM 23/05/2012 às 07:30
Show 1
inistro Guido Mantega participou nessa terça de audiência na CAE do Senado
ANTONIO PAULO Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nessa terça-feira (22), aos membros da bancada de senadores e deputados do Estado do Amazonas, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o Governo Federal estuda medidas para impulsionar o polo de duas rodas, de ar-condicionado split e de fornos micro-ondas da Zona Franca de Manaus (ZFM).

De acordo com o ministro, internamente (referia-se ao seu próprio ministério), as medidas já foram aprovadas e deverão ser anunciadas brevemente. Mantega foi à CAE explicar as últimas medidas do Governo diante da crise financeira mundial, especialmente as mudanças nas regras da poupança contidas na Medida Provisória 567/2012.

Ao falar das medidas tomadas pelo Governo, na última segunda-feira, 21, para estimular o setor automotivo – reduzindo o IPI de 11% para 6,5% e 6% dos carros de 1.000 a 2.000 cilindradas; e de 4% para 1% o imposto para os utilitários – Guido Mantega foi questionado pelo líder do Governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), e pelo deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM), quais as ações para proteger o polo de duas rodas da Zona Franca de Manaus. “O setor de duas rodas, de motocicletas, do Polo Industrial de Manaus, é impactado da mesma forma que o setor automotivo, com relação à questão da escassez de crédito, à aprovação de crédito, e hoje as indústrias de motocicletas já estão com aproximadamente com quatro meses de estoques entre concessionárias e montadoras”, ressaltou Braga.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) entregou ao ministro as reclamações e reivindicações Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Segundo os empresários do setor, a indústria de motocicletas atravessa momento delicado em virtude do cenário atual de crédito e os primeiros reflexos dessa retração começam a surgir e impactar fortemente o setor.

As empresas informam que têm realizado diminuição nas horas trabalhadas para ajustar os estoques altos; nos contratos de trabalho temporários ou pedidos de demissão voluntária e que não tem havido reposição dos postos de trabalho. Se a situação de vendas não melhorar, os empresários dizem que o quadro ficará ainda mais preocupante. “Para ocorrer uma reversão desse quadro, a alternativa que melhor se aplica, é a liberação de créditos específicos para o financiamento do setor e aumento das vendas”, sugere a direção da Abraciclo.

Volume de crédito

Para o deputado Pauderney Avelino, o Governo vai reduzir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para financiamentos a pessoas físicas e aumentar o volume de crédito dos bancos. “Desde 2010, as empresas localizadas no Polo Industrial de Manaus estão dependendo de incentivos do Governo do Estado para manter suas atividades, atualmente marcadas pela queda na produção em diversos setores. São mais de 30 mil empregos em jogo. Essas medidas são essenciais”, disse o parlamentar.

Alfredo questiona

Governo O senador Alfredo Nascimento (PR-AM) não compareceu à CAE do Senado para questionar o ministro Guido Mantega, mas foi à tribuna do Senado tratar do assunto. Diferentemente do líder Eduardo Braga, ele disse que o Amazonas começa a sentir os efeitos colaterais da crise econômica europeia e cita como exemplo a redução nas atividades da ZFM no primeiro trimestre de 2012. “O faturamento do Polo industrial de Manaus caiu pouco mais de 3% em comparação com o mesmo período do ano passado, repetindo a desaceleração que observamos em outras regiões do País. Principal alavanca da economia do Amazonas, a ZFM dá sinais de fragilidade nesse início de ano”, discursou. Alfredo mencionou as novas ações em benefício da indústria automotiva, e questionou os motivos pelos quais o Governo também não incentivou as atividades de maior peso na ZFM e não estendeu os benefícios concedidos à indústria automotiva às motocicletas fabricadas no PIM.