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Moacir Andrade constrói carreira de sucesso dentro e fora de Manaus

Esse pisciano, de 85 anos de idade, continua reproduzindo em suas telas tudo que vivenciou na infância, passada no beiradão do rio Solimões, em Manacapuru, e isso o fez ser um dos artistas plásticos mais respeitados do País 04/02/2012 às 19:32
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A arte amazônica segue viva nas obras de Moacir Andrade
Rafael Seixas Manaus

Pode-se dizer com propriedade que o artista plástico Moacir Andrade construiu uma carreira sólida e bem sucedida. Afinal, ele conta com 80 anos de carreira, mais de 10 mil telas pintadas e cerca de 70 países visitados para difundir sua arte. É uma pena que boa parte dos trabalhos do amazonense não está em museus e galerias, acessível ao grande público, mas sim emoldurados em paredes de casas ou espalhados pelo mundo. No entanto, telas de sua autoria ainda podem ser encontradas em alguns órgãos e repartições públicas da capital.


A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) é um dos espaços que contam com peças do artista. Lá, os visitantes e funcionários se deparam com telas de grandes dimensões, de uma coleção de motivos amazônicos. Contudo, a série que Moacir mais gostou, segundo o próprio, foi “Mitologia”, concebida nos anos 60 ou 70 (não soube precisar), na qual apresentava parte dos mitos amazônicos. “Oitenta porcento das obras que vendi foram para amigos. Os quadros ficam dentro de casas, somente para a família e os visitantes verem. O público em geral só conhece os meus trabalhos que estão nas repartições públicas, pinacotecas, museus”, diz.


Pontos
Os traços minuciosos de Moacir estão à mostra em produções encontradas na Secretaria de Cultura do Estado (SEC), Prefeitura, Manaus Energia, na Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), nos palácios do Governo e Rio Negro, entre outros.
“É bom a gente ser reconhecido enquanto estamos vivos. Sou um amante inveterado, amo minha mulher e dou toda a atenção para ela, porque quando se morre tudo acaba”.


Eternidade
Parte dessa premissa pode até ser verdade, mas tudo que foi produzido pelo escritor, poeta e artista plástico continuará vivo em telas, publicações literárias e dizeres de personalidades que se emocionaram com suas pinturas, como Claudio Santoro, Jorge Amado, Ferreira de Castro, Gabriel García Márquez, Gilberto Freyre, e mais.


“Um dia, um cara disse que a felicidade é como o orgasmo, enquanto você está fazendo carinho na mulher – o que antecede a cópula – é uma beleza. Aí depois vem o orgasmo, o gozo, e isso dura segundos. Felicidade são gestos que permanecem o mínimo de tempo. Toda arte gera emoções e essa emoção causa outra: aquela que você recebe das pessoas que gostam de seus quadros”, fala Andrade.


Esse pisciano, de 85 anos de idade, continua reproduzindo em suas telas tudo que vivenciou na infância, passada no beiradão do rio Solimões, em Manacapuru, e isso o fez ser um dos artistas plásticos mais respeitados do País. O seu desenhar, que iniciou aos 5 anos de idade, promete ainda se perpetuar por longos tempos. E Moacir é uma prova viva que a arte amazônica segue viva! Vida longa ao artista.