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Moradores de ramal na AM-010 denunciam esquema de desmanche de carros

Vizinhos do sítio onde foi desmantelado um desmanche de carros disseram que fluxo de veículos levados para lá era grande 30/05/2012 às 10:03
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Polícia investiga se local era utilizado também para descaracterizar peças
Joana Queiroz Manaus

Moradores do ramal da Cachoeira do Leão, no km 36 da estrada AM-010 (Manaus-Itacoatiara), onde foi desmantelado um sítio utilizado para desmanche de carros, na terça-feira, disseram que era comum, geralmente nos fins de semana, caminhões estilo reboque transportar carros para o local. Eles entravam e saíam à noite, muitas vezes carregados de veículos. Até esta terça-feira (29), a informação que a polícia tinha é a de que o local pertence à família do major da Polícia Militar, Osimar Guedes Dias.

O delegado Sinval Barroso de Souza, da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV), disse que está iniciando as investigações.

Nesta terça (29), investigadores da DERFV voltaram ao local. Segundo o delegado, a investigação tem como objetivo descobrir se o local funcionava apenas como desmanche de carros roubados ou era usado para fazer alterações das características dos mesmos. Além disso, ele vai apurar quem são os responsáveis pelo desmanche.

Depois de ter feito a apreensão de um Fusion preto de placa 7296, pertencente à empresa Emops, o delegado informou que vai identificar e chamar os donos da propriedade.

“Nós queremos saber como e porque esse carro que é produto de furto foi parar nesse sítio”.

Segundo o delegado, além da carcaça do Fusion, os investigadores recolheram restos de outros modelos de veículo, entre eles carcaças de carrocerias de picapes. Todo material encontrado foi trazidos para o pátio da delegacia e será submetido à perícia para identificar cada um deles. “Nós vamos ter que descobrir se estes veículos são ou não produto de roubo ou furto”, disse Sinval.

Nesta terça (29), os proprietários do Fusion foram à DERFV e contaram que o veículo foi furtado no dia 8 de abril deste ano, de um sítio, na área do Tarumã, Zona Oeste.

O carro foi estacionado na margem do ramal e a chave ficou do lado de dentro. Os ladrões quebraram um dos vidros, pegaram a chave e levaram o carro. Os donos disseram já não tinham mais esperança de encontrá-lo. Sinval Barroso disse que o inquérito que investigava o furto do Fusion será concluído com o achado da carcaça do carro e encaminhado à Justiça.

Defesa
O major da Polícia Militar, Osimar Guedes Dias disse que o sítio onde as carcaças de carros foram encontradas, pertencia ao pai dele, que morreu em 2001, e que ficou sob a responsabilidade de sua mãe.

Desgostoso
De acordo com o major da PM, Osimar Gudes Dias, ele não vai ao sítio desde que o pai morreu. “Nós nos desgostamos de lá e deixamos de frequentá-lo”, disse.

Sem saber
Major Guedes disse ainda que não sabia dizer se os seus irmãos dele estavam indo ao sítio.

Separação
Segundo ele, os documentos e livros com o seu nome foram levados para lá por sua mãe, depois que ele separou da esposa. “Eu não tenho nada a ver com isso. Achei muita irresponsabilidade envolverem o meu nome com esse caso”, disse o major, que está há 22 anos na PM.