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Manaus
ASSALTOS

Moradores denunciam constantes assaltos em ônibus que atendem o Puraquequara

Usuários de ônibus que atendem o Puraquequara relatam que os coletivos são alvos de bandidos diariamente, entre 18h e 20h 05/07/2017 às 14:44 - Atualizado em 05/07/2017 às 15:31
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(Foto: Clóvis Miranda)
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Moradores e usuários das linhas de ônibus convencionais 086 e 619, que fazem rota para o bairro Puraquequara, Zona Leste de Manaus, denunciam assaltos constantes nos coletivos. Segundo eles, todos os dias, entre 18h e 20h, os ônibus são assaltados. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), somente entre janeiro e maio deste ano, em toda a Zona Leste, onde essas linhas operam, foram registrados 296 assaltos.

A estudante Eliete Souza, 20, foi uma das vítimas. No último dia 23 de junho, ela foi assaltada no 619 quando retornava para casa. “Eu peguei o ônibus passando um pouco do T5, por volta de 18h, e sentei na parte da frente. Quando chegamos próximo à ‘bola do Sauim’, cinco homens anunciaram o assalto. Eles estavam armados com terçados, aparelhos de choque, facões e até uma arma caseira – pelo menos foi o que os outros passageiros falaram. Por sorte, deu tempo de eu esconder minhas coisas e eles só levaram o dinheiro da minha passagem”, relatou.

Segundo a passageira os criminosos chegaram a puxar os cabelos dela pedindo seus pertences. “Os vizinhos que pegam esses ônibus e que também já foram assaltados apontam sempre os mesmos homens como culpados. Eles são agressivos e querem tudo. Até os sapatos das pessoas eles levam”, contou.

Em casos de crimes como esses, o Sinetram diz que a polícia é acionada e os colaboradores são orientados a registrar o boletim de ocorrência (BO).

Assaltantes agressivos

De acordo com um estudante de 21 anos que preferiu não se identificar, desde fevereiro os assaltos tem sido constantes. “Antes tinha, mas não eram assim. Geralmente ocorre no horário entre seis e oito (horas) da noite, sempre na volta (do T5 para o Puraquequara), pois eles entram ou no T5 ou no Zumbi”, apontou o estudante.

O usuário do transporte reafirmou que os assaltantes abordam as pessoas nos coletivos de forma agressiva. “Ultimamente até com equipamento de choque eles tem usado, terçado, facões, armas, escopeta. Os assaltos ocorrem próximo à empresa Salcomp. Ali não tem policiamento, quando tem é somente por um dia, ou uma hora de atuação”, disse.

Para o estudante a falta de iluminação no Terminal de Integração 5 e na parada das linhas 086 e 093 contribui para a atuação dos criminosos. “Eu chego da faculdade por volta das 22h. Após a onda de assaltos consegui uma carona para fugir. Minha tia esteve no último roubo até as sacolas de compra dela levaram”, complementa.

Na última quarta-feira, uma passageira, que também preferiu não se identificar, relatou que por pouco o ônibus não foi roubado. “Assim que entrei no 086 no T5 eu falei logo para o motorista só deixar entrar quem fosse do Puraquequara. Nesse ônibus tinha um cara suspeito. Acionaram a polícia e eles pegaram esse homem com uma arma. Por pouco não fomos mais uma vítima dessa onda de assaltos nessas linhas”, contou.